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Grávida do Tio do Meu Ex romance Capítulo 10

Ele olhou para baixo e clicou com precisão no WhatsApp, encontrando o perfil de Clara.

A foto de perfil apareceu.

Era uma foto de Clara e Enzo juntos.

O fundo era um mar de flores. Enzo vestia uma camisa feia e exibia um sorriso feio no rosto.

Clara estava recostada no ombro dele, exibindo um sorriso feliz e um olhar puro.

O olhar do homem fixou naquela foto.

Ele nem piscou. Seus olhos escuros pareciam duas piscinas fundas, onde toda a luz que entrava não causava reflexo algum. Restava ali apenas uma sombra sem fim.

Depois de um tempo, seu pomo de adão moveu-se suavemente, e ele soltou um riso zombeteiro pelo nariz.

— Tão feio.

No banco da frente, arrumando o cabelo pelo retrovisor, Silas concordou rapidamente: — Hã? Não acho tão feio assim... Mas claro, comparado a você, a diferença é da água para o vinho...

O homem não deu ouvidos a ele.

A ponta do seu dedo pairou acima da foto. Parou por um bom tempo e, por fim, deslizou para baixo, entrando no Instagram.

As publicações eram todas de um ano atrás.

A iluminação nas fotos sempre era boa; havia fotos de gatos encontrados na rua, de pratos de jantar decorados cuidadosamente e momentos fofos do dia a dia da filha... e também de Enzo.

Muitas do Enzo.

De costas, de lado, com a cabeça baixa... Sempre em ângulos escondidos, carregando a admiração atenciosa e cheia de alegria da pessoa que fotografava.

A respiração do homem parou completamente naquele instante.

Ele encarou a tela, apertando com força o celular fino e fazendo as veias de sua mão saltarem de forma visível.

No segundo seguinte.

Ele usou dois dedos longos e pálidos para segurar a ponta do celular.

Abaixou o vidro do carro e estendeu o braço para fora.

O vento bagunçou os fios soltos em sua testa.

Sem qualquer mudança no rosto, ele jogou o celular fora. A pontaria foi perfeita, caindo exatamente na lata de lixo.

— Puta merda!

Silas virou o pescoço chocado, com os olhos arregalados: — Pr-Presidente Carvalho? Por que você jogou meu celular fora?

Dante já havia recolhido o braço.

Ele nem ao menos olhou para fora novamente, apenas esticou os vincos da manga com calma e ajeitou a roupa para deixá-la lisa.

— Sujou.

Ele disse isso com cansaço na voz.

A enfermeira que passava pelo corredor avisou.

Enzo virou-se e correu em direção à sala do médico.

— Onde ela foi parar?

— Sr. Carvalho, a Srta. Clara finalizou a papelada da alta sozinha dez minutos atrás.

O médico ajustou o óculos: — A princípio, ela devia continuar sob observação no hospital, mas ela foi teimosa demais.

Enzo voltou ao quarto vazio do hospital, segurando a embalagem esfriando em sua mão.

A enfermeira foi até ele e perguntou: — Sr. Carvalho, a Srta. Clara não levou os pertences pessoais embora, disse que não os queria mais. O que você acha que...?

— Não quer... mais?

Enzo repetiu sem pensar, com a voz falhando.

Alguns minutos depois, ele ficou parado perto da entrada do hospital segurando o pedido. O vento bateu e a sacola plástica fez um farfalhar barulhento.

Em alguma parte do seu coração, um balanço estranho o sacudiu e um vazio se abriu.

Ele não sabia dizer o motivo exato, mas entrou em pânico. Sentiu o peito ficar sufocado.

Ele engoliu a emoção estranha, pensou rápido e perguntou-se: para onde ela poderia ir?

Chorar para a avó e reclamar? Ou voltaria para a casa que haviam decorado e choraria em silêncio? E depois de abandoná-lo, para onde mais ela conseguiria ir?

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