Laura Rocha forçou um sorriso, tentando manter a postura.
— Que pena, hein? Uma pena você não ter se formado mais cedo, poderia ter defendido a Luara Ribeiro. Quem sabe até teria conseguido uma pena menor pra ela.
— A culpa é toda sua por ser incompetente. Se tivesse terminado a faculdade antes, Luara Ribeiro não teria sofrido nas minhas mãos, não acha?
Laura Rocha provocava de propósito, querendo tirar Mário Goulart do sério.
— Ela cresceu cercada de mimos na família Serra, sempre teve tudo do bom e do melhor. Agora está dormindo numa cama de ferro fria... Você acha que ela sonha com você à noite?
Mário Goulart prendeu a respiração, desligou o carro em silêncio.
De repente, a porta do banco de trás foi aberta bruscamente. Mário Goulart agarrou o cabelo de Laura Rocha com força.
— Laura Rocha, fala mais uma palavra e eu te mato agora mesmo, acredita?
Laura Rocha soltou uma risada baixa, provocativa.
— Não vai me matar. Não agora. Você ainda precisa me levar pra seu esconderijo, ainda vai querer me usar pra ameaçar meu marido. Ia mesmo desperdiçar essa chance me matando agora?
— Não é verdade, Mário Goulart?
Na verdade, Mário Goulart nunca quis dar a Laura Rocha uma morte rápida. Ele queria que Samuel Serra visse, aos poucos, a mulher que amava morrer diante dos seus olhos.
Ser preso ou não? Isso pouco lhe importava.
Ele sabia que usar uma mulher pra pressionar Samuel Serra e libertar Luara Ribeiro não daria certo.
Teria que agir por conta própria, ser o carrasco e vingar Luara Ribeiro.
Quando ela saísse, após cumprir cinco anos de pena, não haveria mais ninguém capaz de machucá-la.
— Não precisa me ameaçar. Você não vai sobreviver a isso. E também não adianta me provocar, só vai morrer mais rápido desse jeito.
Com as duas mãos, Mário Goulart apertou o pescoço de Laura Rocha. Ela começou a perder o ar, sentindo a respiração falhar.
— Continua me provocando, hein? Está com medo agora? Já devia estar com medo desde que entrou nesse carro. Não espere sair viva daqui. Se colaborar, talvez eu deixe sua morte ser menos dolorosa.
De repente, um golpe surdo atingiu Mário Goulart pelas costas.
Na respiração ofegante, Laura Rocha viu o rosto frio de Samuel Serra.
Ela sorriu levemente. Ele finalmente tinha chegado.
Mário Goulart gemeu de dor, sentindo uma queimação nas costas ao ser atacado por trás. Soltou Laura Rocha e, ao olhar para trás, encontrou o olhar carregado de fúria de Samuel Serra.
Samuel Serra puxou Mário Goulart, literalmente arrastando-o. Apesar de Mário Goulart ter quase um metro e oitenta, era magro demais para resistir.
Samuel Serra o arrastou por uns dois metros, jogando-o pesadamente no chão.
Em seguida, voltou para junto de Laura Rocha, a voz trêmula de emoção.
— Amor, acabou. Eu cheguei, me desculpa por ter demorado.


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