Laura Rocha pensou que talvez Liliana Santos quisesse um tempo para se curar após o término.
Mas, depois de uma semana inteira de ausência de Liliana Santos, Laura Rocha começou a ficar curiosa.
— Mana, qual foi o motivo do afastamento da Lily? — perguntou.
O setor de RH mostrou o Telegram dela. — Disse que era licença por luto. Ela voltou para casa, a avó faleceu.
Avó?
Laura Rocha nunca tinha ouvido Liliana Santos mencionar uma avó.
Mas Mário Goulart continuava aparecendo todos os dias. Só que aquele par de sapatos que Liliana Santos havia dado para ele, ela nunca mais viu nos pés dele.
Na copa do escritório.
Mário Goulart piscou, curioso. — Laura, por que está me olhando assim? Tem alguma coisa no meu rosto?
Laura Rocha balançou a cabeça. — Nada não. Só estava olhando mesmo.
Ela tentou ligar para Liliana Santos de novo, mas ninguém atendeu.
Mandou mensagem, claro que não teve resposta.
Estava inquieta, sentindo algo estranho no ar.
Durante o intervalo do almoço, Laura Rocha revisitou as conversas antigas com Liliana Santos. Seus olhos se arregalaram de repente.
— Não faz sentido! A Lily disse que a avó dela morreu quando ela ainda era criança!
Dois anos atrás, numa conversa, Liliana comentou isso. Laura só lembrou porque achou o registro.
Laura Rocha pediu licença e foi direto à delegacia.
— Senhorita, você está dizendo que suspeita que sua amiga está em perigo?
— Sim! Embora ela tenha pedido licença na empresa, usou o motivo de luto, mas a avó dela já faleceu há anos. Esse motivo não faz sentido. Fui até o apartamento dela, ninguém atendeu.
Os policiais se entreolharam. — Pelo que você contou, o motivo pode ser falso, mas vocês pedem licença pelo Telegram. Não teria como outra pessoa fazer isso com o celular dela?
— Você mesma disse que ela terminou um relacionamento recentemente e não estava bem. Talvez só queira ficar sozinha. Não precisa se preocupar tanto.


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