— Não me lembro de qual área estávamos jogando naquela época.
— Samuel Serra, você se lembra?
Samuel Serra não respondeu, apenas sorriu com um leve arco nos lábios e disse:
— Vamos comer primeiro, cuide do bebê, não é bom passar tanto tempo no computador.
Antes que Laura Rocha pudesse protestar, ele a pegou nos braços com facilidade e a levou para a sala de jantar, deixando-a surpresa.
Parecia que carregar Laura Rocha era algo totalmente natural para ele.
Vovô Serra, ao ver o casal tão carinhoso, sorriu satisfeito.
Mas Laura ficou corada de vergonha e lançou um olhar repreensivo para Samuel.
— Pai, à tarde vou buscar o Tiago no hospital. Ele acabou de se recuperar e disse que quer voltar para a casa antiga.
Vovô Serra resmungou:
— Já resolveu aqueles problemas dele?
— Se ele voltar sozinho, tudo bem. Só não quero que traga qualquer pessoa estranha para cá. Desde que não atrapalhe a gente, está tudo certo.
Na verdade, ele queria dizer que, se pudesse, preferia que a nora também não voltasse.
Sempre que ela vinha, arranjava confusão com Laura, e ele já estava cansado disso.
— Sim, o Tiago disse que vem sozinho. Ninguém sabe que ele terá alta, e tem gente de confiança cuidando da segurança da casa. Se não for da família, não entra.
Vovô Serra assentiu satisfeito. O filho mais velho não era lá muito confiável, mas pelo menos o caçula compensava.
— Laura, quando sua cunhada voltar, não precisa se envolver com ela. Pode simplesmente ignorar.
Laura Rocha concordou de imediato.
Ela não se importava. Agora que estava grávida de gêmeos, sabia que não podia se aborrecer por bobagem.
—
Natan Serra chegou em casa visivelmente exausto. Já tinha ouvido falar daquela mulher que, originalmente, deveria ser sua nora, mas que agora era esposa do irmão mais novo, e estava esperando gêmeos.
Sentia-se confuso, mas também feliz pelo irmão.
— Samuel, você é mesmo abençoado.
Samuel arqueou as sobrancelhas:
— Irmão, você também tem sorte. Tem dois filhos, pode arranjar duas noras para você.


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