Jasmim Lacerda apareceu de repente no quarto de hospital com Henry Lacerda, deixando todos perplexos.
Flávia Almeida virou-se com uma expressão de desaprovação e as sobrancelhas franzidas.
— Quem são vocês? Entraram no quarto errado, não foi?
Mal terminou de falar, Jasmim Lacerda, com lágrimas rolando pelo rosto, jogou-se ao lado da cama de Natan Serra.
— Natan, como você pôde adoecer desse jeito? Se você adoecer, o que será de mim e do Henri?
O rosto de Flávia Almeida empalideceu num instante.
— Vocês... vocês afinal são quem?
Jasmim Lacerda acenou para o filho.
— Henri, venha aqui, venha ver seu pai. Seu pai sempre foi tão carinhoso com você!
De imediato, todos os olhares recaíram sobre Henry Lacerda.
Henry Lacerda não era tão elegante quanto os outros homens da família Serra, mas seus traços eram honestos e, olhando de perto, havia algo nele que lembrava a mulher que chorava ao lado da cama.
Seus olhos e sobrancelhas, ao serem examinados, realmente tinham certa semelhança com os de Natan Serra.
Diante daquele neto que surgira do nada, o vovô Serra ficou atônito e precisou ser amparado pelo mordomo para sentar.
— O que está acontecendo aqui?
A família Serra não tinha resposta para sua pergunta. A única pessoa capaz de esclarecê-lo ainda estava deitada na cama.
Jasmim Lacerda enxugou as lágrimas.
— Senhor, estou com o Natan há mais de vinte anos, nunca reclamei de nada. Criei nosso filho sozinha até ele se formar na universidade. Tudo estava indo bem, até que vi na internet que o Natan estava gravemente doente.
O vovô Serra sentiu as têmporas latejarem e o coração doer de leve.
— Que absurdo é esse! Quem disse que meu filho está à beira da morte?
Jasmim Lacerda apertou os lábios.
— Então, senhor, por que o Natan ainda não acordou?



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