— Laura, você já fez o primeiro exame pré-natal? Como foi?
Laura Rocha sorriu levemente.
— Ainda não. Acho que está na hora de ir.
— Pedro, quanto tempo você pretende ficar desta vez?
Pedro Soares também sorriu, com leveza.
— Não vai ser muito tempo, logo volto.
Trocaram mais algumas palavras, afinal, Laura Rocha ainda não era tão próxima da família Soares.
Os Soares moravam fora do país, então o contato era naturalmente menos frequente do que com as pessoas daqui.
Ela não insistiu mais, sabendo que o primo também tinha seus próprios segredos, e voltou ao escritório para tirar uma soneca depois do almoço.
Pedro Soares ficou olhando para o cartão de visitas em suas mãos, achando graça da situação.
O inevitável finalmente tinha chegado.
Pelo visto, aquele presente de casamento da última vez realmente tinha dado algum trabalho para ela.
A assistente de Josué Rodrigues conhecia a Sra. Serra.
Com medo de ser reconhecida, ela se apressou em sair.
Na verdade, ela só estava ali para marcar um encontro para o chefe.
Mas, ao sair, o homem nem ao menos disse se iria aceitar o convite.
À noite, Josué Rodrigues esperava no restaurante. Olhou as horas, e Pedro Soares chegou pontualmente.
Pedro Soares sorriu de canto.
— Não me atrasei, certo?
Josué Rodrigues respondeu, sem expressão:
— Não, eu que cheguei mais cedo.
— Não sei ao certo o motivo do convite, Sr. Josué. O que deseja conversar? — perguntou Pedro Soares, com voz calma.
Josué Rodrigues foi direto:
— Quero que pare de incomodar minha esposa.
Pedro Soares não esperava tamanha franqueza.
— Ora, Sr. Josué, não estaria havendo algum engano?
— Não me enganei. Quando minha esposa estava para dar à luz, não sei se você foi ao hospital de propósito, mas quero que fique longe dela.
O olhar de Pedro Soares ficou mais frio.
— E por que acha que pode me exigir isso?

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