Laura Rocha e os outros só souberam do nascimento de Yasmin Serra às oito da manhã.
O avô foi com eles direto para o hospital.
Ao ver a amiga, ainda com o rosto um pouco pálido, Laura Rocha não conseguiu conter a preocupação:
— Yaya, doeu muito ter o bebê?
Yasmin Serra assentiu com a cabeça.
— Doeu! Mas dá pra suportar. Eu não tomei anestesia. Quando for a sua vez, pode pedir anestesia, viu?
— Parabéns, Yaya. Parabéns por terem realizado esse sonho, trazer ao mundo um anjinho.
Yasmin Serra fitou a filha com um olhar cheio de ternura.
De fato, logo após o parto, Laura Rocha pôde ver na amiga o brilho especial da maternidade.
— Ela é bem tranquila, quase não chorou. Está dormindo um soninho tão calmo.
Josué Rodrigues ostentava um orgulho imenso.
— Nossa Mimi é mesmo um anjo, não é, Mimi?
Ele fazia carinho na filha, completamente derretido.
— Mimi é o apelido dela?
— Isso mesmo! O nome completo é Ruy Rodrigues, mas em casa vamos chamar de Mimi — respondeu Yasmin Serra com um sorriso.
Samuel Serra se aproximou de Josué Rodrigues, espiando o bebê. Aquelas mãozinhas e pezinhos rosados eram menores do que um dedo dele.
Até que era fofinha.
Mas Samuel Serra não resistiu à provocação:
— Amor, eu ainda acho que o nome que a gente escolheu de manhã é mais bonito.
As têmporas de Josué Rodrigues pulsaram.
— Samuel Serra, tá querendo arrumar confusão?
— Samuel Serra! — Laura Rocha lançou um olhar severo para o homem atrás dela. — O nome é lindo! Para de falar besteira.
Samuel Serra fez um muxoxo e ficou quieto.
Josué Rodrigues lançou-lhe um olhar de desprezo.
— Olha aqui, nosso grande senhor Samuel, fica longe da minha filha.
— Só estou olhando. Não pode olhar, é? Josué Rodrigues, nem acredito que você conseguiu uma filha.
Josué Rodrigues sorriu, triunfante.
— Eu avisei. Quando minha esposa engravidou, já sabia que seria menina.

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