A voz de Carlos se elevou involuntariamente, transbordando sua arrogância habitual:
— Adriana! O que você pensa que está fazendo?!
Adriana olhou para ele com profunda devoção.
— Carlos, eu te amo.
A mente de Carlos estava um caos completo.
— Adriana, que bobagem é essa que você está falando?!
Se fosse antes, ouvir que ela o amava o teria deixado muito satisfeito.
Mas, agora, Carlos simplesmente não conseguia se alegrar com isso.
Adriana agarrou a mão dele.
— Carlos, eu não estou falando bobagem. É verdade. Eu realmente me apaixonei por você e... e você também gosta de mim, não gosta?
Ele gostava dela?
Carlos já não sabia diferenciar.
Se o que ele sentia agora era afeto ou apenas pena.
— Adriana...
— Carlos. — Adriana o interrompeu. — Eu não vou te pedir nenhum título, muito menos exigir que você se divorcie para casar comigo. Eu só quero ficar do seu lado, te amando direitinho, pode ser?
As emoções de Carlos tornaram-se complexas.
Uma certa frustração.
Frustração por ter entrado naquele quarto ontem e dormido naquela cama.
Mas também um aperto no peito.
Aperto ao ver Adriana com aquele semblante tão vulnerável e injustiçado.
E, ao mesmo tempo, um profundo sentimento de culpa.
Ele não havia esquecido que era um homem casado.
E sua esposa, que estava fora de casa havia apenas um dia, já lhe fazia falta.
Carlos olhou para aquele rosto lamentável, soltando um suspiro pesado.
— Adriana, eu admito que já gostei de você no passado, mas isso ficou para trás. Além disso, eu agora tenho uma espo...
— Carlos. — Adriana esticou a mãozinha, cobrindo a boca dele. — Não diga mais nada. Eu entendo.
— Eu entendo a sua responsabilidade com o casamento. E entendo que você não quer ser visto como um marido infiel pela sociedade. Por isso, não peço luxos. Só imploro que me deixe ficar ao seu lado.
— Mesmo que... — As lágrimas de Adriana caíram como pérolas de um colar arrebentado. — Mesmo que seja apenas na posição da sua cunhada.
Carlos não soube como saiu daquele quarto.
Seu coração estava uma bagunça.
Teve vontade de acordá-lo com um tapa.
Mas, no fim, não teve coragem.
Ela realmente amava aquele homem.
Wilson, sempre tão imponente, agora demonstrava o semblante de um pai que faria qualquer coisa por sua filhinha.
— Se ele não gostasse de você, não te trataria tão bem. Minha filha tola, agora você carrega o sangue dele, a semente da nossa honra. Ele jamais te abandonaria.
Adriana ainda sentia um pavor no peito.
— Mas e a criança...
Wilson a cortou imediatamente:
— Adriana! As paredes têm ouvidos.
Adriana cobriu a boca, assustada.
Wilson acariciou a cabeça dela.
— Adriana, não se esqueça do que o papai já te disse. O Nilton se foi. Você só conseguirá se firmar na alta sociedade e na família Lucca se segurar o Carlos firmemente. Isso é uma questão de sobrevivência e honra.
Adriana mordeu o lábio e assentiu.
— Eu sei, papai.
— Quanto a essa tal de Naiara... — Um brilho feroz e assassino atravessou o olhar de Wilson. — Fique tranquila. O papai não vai permitir que ela seja um obstáculo entre você e o Carlos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...