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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 93

Quando Carlos acordou, sua cabeça parecia que ia explodir.

Ontem à noite, ele bebeu tanto com Wilson que nem sabia como havia voltado para o quarto.

Quarto?

Colcha com bordados de renda, cortinas cor-de-rosa, uma requintada cama rosa com esculturas vintage... O cômodo inteiro exalava um aroma de "princesa".

Este era o quarto de Adriana.

E este quarto não costumava ser assim.

Foi depois que Adriana se mudou para cá que ela mandou redecorar tudo, trocando até mesmo a cama.

Porque Adriana não suportava a cama em que Naiara havia dormido.

Carlos sentia pena do sofrimento dela no parto, então, não importava o que Adriana pedisse, ele atendia a todos os seus caprichos.

Naquele momento, Carlos, inexplicavelmente, sentiu saudade de como o quarto era antes: simples, mas acolhedor.

A mulher ao seu lado de repente se virou.

Carlos deu uma olhada e imediatamente desviou o olhar.

A camisola da mulher havia escorregado, revelando a fartura de seus seios diretamente diante de seus olhos.

Devido à amamentação, Adriana tinha um medo constante de ficar com algum cheiro ruim, então se mantinha sempre impecavelmente limpa. No momento, ela exalava apenas uma leve fragrância doce.

Como um homem normal, ter uma tentação tão voluptuosa ao seu lado deveria despertar algo. Mas Carlos não sentiu o menor pingo de desejo.

Carlos estava prestes a puxar as cobertas e sair da cama.

Adriana, no entanto, soltou um gemidinho manhoso e acordou.

— Carlos, você já acordou?

A voz extremamente dócil estava carregada de sedução.

Carlos queria fumar um cigarro.

Mas, lembrando que logo a babá traria a criança para amamentar, ele apenas se conteve. O tom dele era áspero e autoritário:

— Como vim parar no seu quarto?

Adriana mantinha uma expressão de total satisfação.

— Ontem você e o papai beberam demais. Você veio tropeçando para o meu quartinho, então eu só pude deixar você dormir aqui. — Ela deu uma risadinha doce. — Meu pai ainda está dormindo no quarto de hóspedes até agora.

Carlos não duvidou nem por um segundo da veracidade das palavras de Adriana.

E a razão pela qual Adriana teve a audácia de contar essa mentira foi porque tinha respaldo.

O respaldo vinha de Karina.

Na noite anterior, Carlos de fato havia bebido demais.

Mas, depois de beber demais, ele simplesmente apagou.

Foi Karina quem mandou levarem Carlos para o quarto de Adriana.

— Carlos, você sabe por que eu me recuso a casar de novo e insisto em continuar na família Lucca?

Carlos estava um pouco distraído.

— Não é porque você amava o Nilton?

Adriana balançou a cabeça veementemente.

— Não, é porque eu amo você.

Carlos ficou completamente estupefato.

— O que você disse?

Adriana de repente o abraçou.

— Carlos, essa frase estava guardada no meu coração há muito tempo. Eu queria muito, muito te contar, mas morria de medo. Medo de que você me desprezasse e me mandasse embora.

— Carlos... — Adriana apertou os braços em volta do pescoço dele. — Durante esse tempo que passamos juntos, vi o quanto você cuida de mim. Ficou muito difícil controlar meus sentimentos. Aos poucos, percebi que me apaixonei por você.

Carlos ainda não havia processado a informação.

Os lábios de Adriana se aproximaram.

Sem aviso, ela beijou a boca dele.

Os lábios eram muito macios e a sensação era boa, o que fez com que Carlos se esquecesse de empurrá-la por um momento.

Até que a língua da mulher forçou a passagem entre seus lábios, ele acordou do torpor. Suas mãos agarraram os braços dela com força, e ele a empurrou bruscamente.

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