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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 685

— Ele disse isso mesmo?

— Sim. Ele me falou que, desde que o seu eterno amor platônico foi embora, a preferência dele mudou. Agora ele gosta de homens.

A boca de Naiara tremeu levemente.

Aquele idiota realmente não tinha filtro nenhum. Dizia qualquer absurdo.

— Sra. Naiara.

— Sim?

— Eu... eu sou muito incompetente, não sou?

Naiara parou por um instante, surpresa.

— Por que está dizendo isso de si mesma?

Quitéria retorcia os dedos, visivelmente insegura.

— Todo mundo na empresa é tão brilhante. Eu sinto que sou inferior a todo mundo. Acho que ninguém nunca gostaria de alguém como eu.

Naiara parou de andar.

— Quitéria, olhe para mim.

A jovem ergueu a cabeça, fixando os olhos nela.

— Os padrões do Sr. Afonso para escolher pessoas são altíssimos. Se você fosse incompetente, não estaria na empresa, muito menos seria a secretária dele. Falar isso de si mesma é ofender o critério do Sr. Afonso. Entendeu?

Quitéria pareceu despertar de um transe.

— Desculpe, não foi essa a minha intenção.

— Menina. — Naiara acariciou os cabelos dela, agindo quase como uma irmã mais velha. — Se você gosta de alguém, vá à luta. Se não der certo, significa apenas que não era para ser, não que você não é boa o suficiente. Entende?

Quitéria assentiu.

— Sim, eu entendo.

Quando Naiara estava prestes a voltar a caminhar, Quitéria hesitou, mas perguntou:

— E você e o Sr. Afonso?

O coração de Naiara deu um solavanco.

— O que tem eu e o Sr. Afonso?

— Eu sei que o Sr. Afonso gosta de você, e você também gosta dele. Então, Sra. Naiara, você vai lutar por ele? — Quitéria pareceu lembrar de algo e acrescentou rapidamente: — Mas não se preocupe, eu não vou espalhar fofocas.

— Não.

— Por que não?

— Porque o destino dele não sou eu.

— Como você pode saber se não tentar?

— Você vem ao casamento?

— Sim. Eu prometi a ela que daria um grande presente de casamento para vocês.

— Não precisa. Só a sua presença basta. Vem me ver de terno de noivo.

Fábio, sempre tão direto e despreocupado, parecia, naquele momento, ter perdido a fluidez de sempre. As palavras lhe faltavam.

— Naiara...

Naiara já estava com o peito apertado, e ouvir aquela voz tão sombria só piorou a sensação sufocante.

— Pode falar.

— Tem coisas que eu só posso dizer agora. Depois, serei o marido de outra mulher, e essas palavras serão proibidas para mim.

Naiara não o impediu.

— Estou ouvindo.

A linha ficou em absoluto silêncio por mais de dez segundos. Um silêncio tão denso que Naiara achou que a ligação havia caído.

— Naiara, a verdade é que eu sempre quis casar com você. Uma vez eu tive um sonho. Sonhei que você estava usando um vestido de noiva, casando comigo. Quando acordei naquele dia, eu estava sorrindo. Eu sabia que era só um sonho, mas já era o suficiente para me fazer feliz. Pelo menos no sonho, você não me rejeitou. Você foi minha noiva por uma noite.

A voz dele começou a tremer de forma sutil.

— Naiara, vou te contar um segredo.

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