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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 684

Naiara não soube o que responder de imediato.

A verdade era que aquela ideia havia surgido de repente, ali mesmo. Ela nunca havia pensado seriamente naquilo antes. E mesmo sendo apenas um pensamento fugaz, sem planos concretos de execução, jamais imaginou que ele ouviria.

Naquele momento, embora a fúria ardesse nos olhos de Afonso, ele tentava desesperadamente se controlar.

Naiara sentiu um aperto de compaixão.

— Foi só um pensamento passageiro, não ia fazer isso de verdade.

— Mentira! — A voz de Afonso saiu rouca e pesada, carregada de um pânico contido. — Se você tem essa ideia, mais cedo ou mais tarde, vai acabar fazendo!

— Não vou...

— Você me prometeu! — O tom de Afonso subiu abruptamente. — Você me prometeu que, se eu fosse obediente e fizesse o que você pediu, não me deixaria, não deixaria a Nuvem Pioneira! Como você pode voltar atrás na sua palavra?!

Naiara o encarou com firmeza, mas sua voz era suave.

— Você pode se acalmar?

— Como eu posso me acalmar?! Você fala em ir embora, me diz, como eu não vou me alterar?! — As mãos dele agarraram os ombros dela com força. — Eu tenho feito de tudo para agir exatamente como você mandou. Eu me segurei para não me aproximar, me segurei para não te abraçar, me segurei para não te beijar! O que mais você quer que eu faça?!

— Afonso... — Naiara franziu a testa. — Me escuta...

— Chega!

Afonso a soltou, recuando dois passos, o rosto contorcido de dor.

— Eu já não sei mais qual palavra que sai da sua boca é verdade. Você fala uma coisa na minha frente, e pelas minhas costas, quebra as promessas que me fez.

— Naiara... — O peito dele parecia tão apertado que as palavras saíam quase engasgadas. — Eu sei que o Carlos te causou muita dor, sei que isso construiu um muro no seu coração. Mas eu não sou o Carlos Lucca! Eu sou o Afonso... o Afonso que sempre guardou você no lugar mais profundo do coração...

A garganta de Naiara fechou, doendo insuportavelmente. Vê-lo tão vulnerável e dilacerado quase a fez ceder. Quase a fez correr para os braços dele.

Mas, no fim, ela resistiu.

O jantar desceu como vidro na garganta de Naiara, e ela acabou voltando para o quarto mais cedo.

Ao ver que ela estava de saída, Quitéria largou os talheres na mesma hora.

— Sra. Naiara, eu te acompanho até o quarto.

— Não precisa, coma mais um pouco — recusou Naiara, gentilmente.

— Não, eu também já perdi a fome.

Naiara não insistiu. No caminho, Quitéria permaneceu calada, parecendo bastante abatida.

— O Gualter disse alguma idiotice para você? — perguntou Naiara.

— Ele me disse... — Quitéria parecia ter dificuldade em articular as palavras. — Ele me disse que não gosta de mulheres.

Naiara quase engasgou com a própria saliva.

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