Encontrando aquele olhar desprovido de qualquer emoção, o sorriso de Isabella vacilou, tingindo-se de um leve constrangimento.
— Sinto que tenho uma conexão especial com a Srta. Naiara, por isso quis conhecê-la melhor. Mas admito que sondar a intimidade alheia assim é uma indelicadeza. Peço desculpas.
O trajeto até o destino levou apenas uns vinte minutos. Logo chegaram.
Assim que o veículo estacionou, Naiara se levantou, pronta para desembarcar.
Porém, o carro deu um solavanco repentino. Sem conseguir se segurar, ela quase foi ao chão.
Felizmente, uma mão firme amparou sua cintura, estabilizando-a.
Acreditando ser Gualter, Naiara virou levemente o rosto para agradecer.
Contudo, notou que ele continuava sentado em seu lugar.
Seu coração deu um salto. Ela não ousou virar mais a cabeça.
Já sabia perfeitamente de quem se tratava.
E, como esperado, a voz dele, carregada de uma leve repreensão, soou suave em seu ouvido:
— Continua descuidada como sempre.
Naiara mordeu o lábio inferior, sem a menor coragem para retrucar.
Afinal, às vezes, ela era mesmo um tanto desatenta.
Após descerem, Quitéria começou a contar quantas pessoas pegariam o teleférico.
Embora a temperatura não estivesse alta, o sol brilhava agradável e não havia vento. Era um dia perfeito para uma trilha na montanha.
Se não estivesse grávida, Naiara adoraria subir caminhando com os demais.
Quitéria foi perguntar a Isabella.
Isabella, por sua vez, voltou-se para Afonso:
— Afonso, você prefere subir de teleférico ou a pé?
— Tanto faz — respondeu ele.
Isabella sorriu.
— A pé, claro! Subir caminhando é muito mais divertido e demonstra mais devoção. Quero ir pela trilha. Venha comigo.
— Hum — assentiu Afonso.
Quitéria então se dirigiu a Gualter:
— E você, Gualter?
Ele ergueu uma sobrancelha.
— O que você acha?
Quitéria, perspicaz, logo entendeu.
— Já sei. Vai fazer companhia à Sra. Naiara no teleférico.
— Então por que perguntou?
Ela fez um bico e foi checar com os outros.
Naiara deu um leve chute nele.
— Não pode ser um pouco mais educado com ela?
— Mas eu fui educado — defendeu-se Gualter.
— Você chama isso de ser educado?
— Você não tem mais o que fazer, não?
Gualter não deu a mínima para o aviso.
— King, seu joelho não acabou de sarar? Se machucar de novo, vai acabar manco para o resto da vida.
Isabella paralisou ao ouvir aquilo.
— Afonso, você machucou o joelho?
Os lábios de Afonso se moveram levemente.
Deveria confirmar ou negar?
Desde quando ele tinha um problema no joelho?
Gualter apressou-se em responder por ele:
— Pois é, ele se lesionou na academia outro dia. O médico recomendou evitar esforço físico por um tempo.
Isabella assumiu um tom preocupado.
— Afonso, por que não me contou?
Gualter continuou atuando como porta-voz:
— Provavelmente não queria estragar a sua animação.
Imediatamente, Isabella mudou de ideia.
— Sendo assim, Afonso, vamos todos de teleférico.
— Que isso! — retrucou Gualter. — Subir a pé é que demonstra devoção de verdade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...