Naiara pensou que o assunto estava encerrado, mas de repente Quitéria deu um grito animado.
— Acabei de ligar para a administração do ponto turístico e eles me confirmaram que há um teleférico direto para o topo da montanha! Que maravilha! Sra. Naiara, agora você pode ir com a gente!
Naiara ficou sem saber o que fazer.
Essa garota era dedicada até demais.
Ela tinha notado Quitéria se afastando para fazer uma ligação antes, só não imaginava que seria para perguntar isso.
Isabella ouviu e ficou radiante.
— Excelente! Srta. Naiara, agora podemos ir juntas.
Naiara se viu numa sinuca de bico. Sem ter como recusar o convite tão caloroso sem parecer mal-educada, não teve escolha senão concordar.
— Vou subir para trocar de roupa.
— Ótimo, nós vamos te esperar no ônibus de excursão. — disse Isabella.
Quando Naiara saiu do quarto, encontrou Gualter encostado na parede, com as mãos nos bolsos, esperando por ela.
— Você vai mesmo?
— E o que eu poderia fazer? Com um convite daqueles... — disse Naiara.
— Era só dizer que não queria ir.
— Mas já aceitei.
Gualter curvou levemente os lábios, com um tom enigmático.
— Na verdade...
Era raro vê-lo hesitar antes de falar, o que atiçou a curiosidade de Naiara.
— O que você quer dizer?
— Na verdade, você é muito superior a ela em todos os sentidos.
Naiara estranhou o comentário.
— Por que está me dizendo isso do nada?
— Só estou com medo de você se sentir inferior a ela e ficar abalada.
Naiara riu suavemente. — Você pensa demais, eu nunca achei isso. Mas você também exagerou... 'em todos os sentidos'? Pelo menos na questão de família e posição social, eu não chego aos pés dela.
Eles embarcaram no ônibus.
O lugar onde Naiara costumava sentar já estava ocupado.
Afonso e Isabella estavam sentados juntos.
Gualter olhou para Afonso e depois puxou Naiara, que estava prestes a sentar perto da janela.
— Senta no corredor.
Sem dar muita importância, Naiara hesitou.
— Eu gosto de sentar na janela.
Afonso a observou de relance, mas não disse uma palavra.
— Na verdade, temos tantas belezas de todos os tipos na nossa indústria do entretenimento, mas é a primeira vez que vejo alguém tão bonita quanto a Srta. Naiara. Não, bonita não é a palavra certa, deveria ser deslumbrante. Ela é realmente deslumbrante, tem uma beleza tão única e própria.
Uma beleza que fugia de qualquer padrão óbvio.
Até mesmo Isabella sentia uma ponta de inveja.
— O que você acha, Afonso?
Ele encostou a cabeça no banco e fechou os olhos.
— Não é nada de mais.
— Como assim, nada de mais? — Isabella achou graça. — Afonso, você é muito exigente, sabia?
Ela pensou um pouco e depois acrescentou:
— O marido da Srta. Naiara também deve ser um homem excepcional. Com certeza formam um belo casal.
Os lábios do homem moveram-se com frieza.
— Ela é divorciada.
— Ah? — Isabella cobriu a boca com as mãos, com medo de falar alto demais e ser ouvida. — É sério?
Afonso abriu os olhos e inclinou a cabeça levemente.
— O que mais você quer saber? Eu te conto tudo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...