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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 612

Com uma das mãos segurando os bolinhos de peixe, Afonso tomou a mão dela com a outra.

— Próxima barraca.

Depois de caminhar por toda a rua, Naiara sentiu que seu estômago havia dobrado de tamanho. Realmente não aguentava dar mais uma mordida sequer.

Os dois encontraram uma cafeteria e se sentaram.

Afonso pediu uma fatia de bolo e um copo de água para Naiara, e um café para si mesmo.

Usando seu tom mais manhoso, Naiara pediu para beber um pouco do café também.

Afonso ergueu a xícara até os lábios dela.

— Só um golinho.

Naiara bebeu obedientemente uma pequena quantidade.

Afonso bagunçou os cabelos dela com carinho.

— Boa garota.

Naiara sorriu para ele de volta, um sorriso capaz de aquecer a alma.

Assim que Carlos entrou no estabelecimento, deparou-se com a cena: os dois conversando, rindo e agindo com extrema intimidade. A fúria dentro dele explodiu no mesmo instante.

No entanto, ele se esforçou para controlar a expressão e caminhou até a mesa deles com um sorriso no rosto.

Parecia amigável, mas as palavras saíram cheias de acidez e sarcasmo.

— Que coincidência. Sobre o que conversam com tanta alegria?

Naiara percebeu muito bem a amargura na voz dele.

— Estávamos falando sobre a nossa vitória no campeonato.

Carlos forçou um cumprimento:

— Ainda não lhe dei os parabéns.

Naiara respondeu com um sorriso gélido.

— O mérito é de toda a nossa equipe. A conquista não foi só minha.

— Mas você foi a maior responsável por isso.

— O Sr. Carlos exagera nos elogios.

— Faz jus ao título de gênio da computação. A Tempestade do passado... tenho que admitir que é admirável.

Aquelas palavras pareciam ter pelo menos um traço de sinceridade, então Naiara preferiu não humilhá-lo diretamente.

— Dá para ver que a sua empresa também é muito forte. Embora tenham ficado com o segundo lugar, a Tecnologia Vitalis não fica atrás da Nuvem Pioneira. Tenho certeza de que no ano que vem, com um pouco mais de esforço, terão chances de conseguir o primeiro lugar.

"A Nuvem Pioneira não fica atrás"? Ouvir aquela frase o deixou enojado.

Os cantos da boca de Carlos tremeram.

A saída de Carlos foi patética, quase em fuga.

Naiara, por outro lado, estava radiante.

Aquilo era a verdadeira definição de "uns riem enquanto outros choram".

— Não imaginava que você fosse tão bom em ofender alguém. Não precisou usar um único palavrão, mas quase o matou de raiva.

Quando Carlos se virou para sair, seu rosto estava tão contraído que ele mal conseguia sustentar a pose.

Afonso respondeu com tranquilidade:

— Eu não ofendo as pessoas facilmente. Mas ele é o Carlos.

Naiara riu.

— Só porque ele tentou rebaixar a Nuvem Pioneira o tempo todo?

— Ele pode tentar rebaixar a Nuvem Pioneira o quanto quiser. Nós usamos a nossa capacidade para responder — rebateu Afonso.

— Então por que fez aquilo?

— Porque ele humilhou e maltratou você por três longos anos.

Os dois trocaram um olhar longo e profundo. O pomo de adão de Afonso subiu e desceu.

— Estou com muita vontade de beijar você agora. O que eu faço?

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