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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 611

Afonso aproximou-se de repente e deu um beijo suave no rosto dela.

— Ela quis dizer que você é adorável.

Naiara estava pronta para se empanturrar na rua antiga, pois estava cheia de desejos pelos lanches locais. No entanto, bastou comer um pouquinho para se sentir satisfeita.

Ela parecia uma bexiga murcha, passando a mão na barriga enquanto lamentava.

— Ah, que droga! Ainda tem tanta coisa gostosa que eu não comi, mas já estou quase cheia.

Afonso perguntou com a voz suave:

— O que mais você quer provar?

Naiara apontou para várias direções.

— Aquilo... aquilo ali... e aquilo também.

— Que tal fazermos assim: você compra um pouquinho de cada, dá umas mordidas para saber o sabor, e eu termino de comer o resto por você. O que acha?

Ela abriu um sorriso doce.

— Fazer você comer as minhas sobras o tempo todo... é muita injustiça com você.

Afonso tocou a ponta do nariz dela carinhosamente.

— Quem mandou você ser uma pequena gulosa?

Naiara deu uns tapinhas na própria barriga.

— Não sou eu que quero comer, é ele. O bebê que está com desejo.

O sorriso de Afonso transbordava de mimo.

— É verdade, é ele quem está com desejo. No futuro, certamente será um pequeno guloso.

Ao sentir o aroma de uma barraca, Naiara tentou soltar a mão dele para correr em direção aos bolinhos de peixe.

Afonso, porém, apertou sua mão firmemente.

— Ande devagar. Fique perto de mim, não saia do meu lado em momento algum.

Naiara sabia que, após os perigos recentes, ele estava vacinado e cauteloso com tudo, então apenas se esfregou no ombro dele, sorrindo como uma flor.

— Entendido, meu querido chefe.

Ela pediu dois espetos de bolinhos de peixe e, enquanto esperava, encostou-se preguiçosamente em Afonso.

Ele amparou a cintura dela, preocupado que estivesse cansada.

— Quer procurar um lugar para se sentar um pouco?

— Quero andar mais um pouquinho.

Para ser sincera, ela raramente o via sorrir de forma tão livre. Aqueles olhos escuros pareciam carregar a primavera inteira, cheios de vida e florescimento.

Talvez ele só não quisesse dar muitas explicações a um completo estranho.

Então, Naiara também optou pelo silêncio.

Os bolinhos de peixe estavam deliciosos. Naiara comeu três seguidos, mas quando estava prestes a abocanhar o quarto, Afonso pegou o espeto de sua mão.

— Era só para sentir o gosto. Se comer tudo, não vai ter espaço para mais nada.

Naiara pensou bem e concordou, entregando-lhe o restante.

Afonso usou um lenço para limpar os cantos da boca dela.

— Comeu tanto que ficou parecendo um gatinho sujo.

Naiara riu como uma criança.

— Eu nunca tinha comido na rua com tanta liberdade.

Afonso pareceu surpreso.

— Foi a sua primeira vez?

— Sim, a primeira. A família Jasmim era cheia de regras, jamais me permitiriam fazer as coisas do meu jeito assim.

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