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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 582

Naiara apertou os lábios, o olhar fixo e inabalável no rosto de Isadora.

— Por que você pensaria algo tão sujo de mim? Acha que tenho inveja dos seus sentimentos pelo Afonso e, para afastá-la dele, incentivei o Fábio a ir para a cama com você?

Ela fez uma pausa, a voz fria, porém carregada de uma frustração contida.

— Esse tipo de pensamento me deixa não apenas perplexa, mas profundamente decepcionada. Eu realmente nunca imaginei que ouviria um absurdo desses da boca de alguém que considero minha melhor amiga há tantos anos. Pensar dessa forma é uma ofensa grave tanto a mim quanto ao Fábio!

O olhar de Naiara transbordou uma decepção gélida.

— Isadora, esta é a última vez que vou tocar nesse assunto. Eu e o Fábio sempre a tratamos como parte da nossa família, como uma verdadeira amiga. Foi por isso que acreditamos que poderíamos ser transparentes um com o outro, sem segredos. Seria impossível termos inveja de você, muito menos a intenção de machucá-la. Se você insiste em achar que estamos armando contra você, então nossa relação termina aqui.

Isadora paralisou por um instante.

— Você quer cortar relações comigo?

Naiara soltou um suspiro pesado.

— Não sou eu quem quer cortar relações. É você quem está me empurrando para longe, cortando, pouco a pouco, os laços que nos uniam.

Isadora apertou os lábios e permaneceu em silêncio por um longo tempo.

— Sinto muito por aquelas palavras.

— Não vim aqui para ouvir pedidos de desculpas — cortou Naiara, polida, mas distante. — Vim para que você entenda exatamente onde errou.

— Onde eu errei?

— Sim. Errou.

Isadora soltou uma risada amarga.

— Ah, claro. Então o que o Fábio fez comigo também foi culpa minha?

— Você não teve culpa naquilo. Mas o Fábio também não foi o grande vilão dessa história. Se há um culpado, é a tirania do pai do Fábio e as ironias cruéis do destino.

A raiva de Isadora começou a ferver.

— Então é isso que eu mereço?

Naiara ficou sem palavras por um momento. Era como tentar argumentar com uma parede. Isadora sempre fora uma mulher brilhante, uma profissional excelente. Como ela podia estar sendo tão cega e obstinada?

— E como eu deveria falar?

Naiara sentiu uma exaustão mental profunda e preferiu o silêncio temporário.

O garçom chegou trazendo os pratos do menu executivo. O padrão da casa para a carne era ao ponto para mal, ainda com traços visíveis de sangue.

Naiara olhou para o tom avermelhado no prato e perdeu completamente o apetite.

— Peço desculpas, esqueci de avisar — disse ela ao garçom, com sua habitual cortesia. — Poderia pedir para refazerem bem passada, por favor?

O garçom assentiu e retirou o prato.

Isadora a observou, com um sorriso que não chegava aos olhos.

— Você e o Sr. Afonso realmente têm muito em comum. Até a exigência com a carne é igual... ambos só comem bem passada.

Naiara não suportou ouvir mais aquilo.

— Eu não quero falar sobre o Afonso com você, e não precisa usar esse tom sarcástico comigo. Qual é a diferença entre falar assim e ser como a Adriana Fontana ou a Vitória Lucca? Isadora, não se rebaixe ao nível delas. Isso só fará com que todos nós percamos o respeito por você.

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