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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 581

Ouvir ser chamada de "Sra. Naiara" fez com que ela se sentisse um pouco desconfortável, ainda não estava acostumada.

— Eu vou conversar com ela.

— Entendido, Sra. Naiara — assentiu Raulino.

Após terminar o relatório, ele se virou para sair.

— Raulino — Naiara o chamou de volta.

— Sra. Naiara, pois não?

Naiara hesitou por alguns segundos.

— Sobre a minha promoção...

Raulino deu um sorriso tranquilo e compreensivo.

— Quando vi o seu currículo pela primeira vez, percebi que você estava destinada a coisas maiores. Fazer você trabalhar sob o meu comando era um desperdício do seu talento. Mesmo você sendo discreta e sempre me tratando com muito respeito, eu sabia que mais cedo ou mais tarde estaria acima de mim. Por isso, a sua promoção a vice-presidente não me surpreende nem um pouco. É a posição que você merece.

Naiara sentiu o coração aquecer e sorriu.

— Obrigada. Por favor, avise ao pessoal do departamento de pesquisa que hoje à noite eu pago o jantar. Podem escolher o que querem comer e me avisem depois.

— Eu agradeço em nome de toda a equipe.

Assim que Raulino saiu, Naiara ligou para Quitéria.

— Por favor, faça um pedido de café e doces da Confeitaria Suave para todos na empresa.

A Confeitaria Suave era uma doceria muito famosa e sofisticada em Rio Belo.

Quitéria sentiu uma pontada de dor no coração pelo bolso da nova chefe.

— ...Sra. Naiara, tem certeza de que quer pedir para todo mundo? Isso vai custar uma fortuna.

Naiara deu uma risada leve.

— Pode deixar, eu consigo arcar com essa despesa.

Trabalhou até a hora do almoço, quando finalmente se preparou para ligar para Isadora.

Mas, surpreendentemente, foi Isadora quem ligou primeiro.

A voz da amiga estava incrivelmente rouca.

— Tem tempo? Estou no restaurante do shopping em frente à empresa. Vamos almoçar juntas.

Era o momento ideal.

— Tudo bem — concordou Naiara.

Aproveitando o horário de almoço, Naiara caminhou até o restaurante. Após informar seu nome, o garçom a conduziu até um dos reservados do local.

As duas falaram exatamente ao mesmo tempo.

— Fale você primeiro — cedeu Naiara.

Com a voz ainda rouca, Isadora disse:

— As coisas que eu falei ontem... aquela não era a minha intenção. Me desculpe.

Para descobrir que vexame tinha dado, ela tinha ido procurar as duas pessoas que a acompanharam na noite anterior. Quando soube das barbaridades que vomitou enquanto estava bêbada, sentiu vontade de dar um tapa na própria cara.

Como foi capaz de dizer coisas tão horríveis?

Naiara deu um sorriso frio, recusando-se a usar polidez vazia.

— Nunca ouviu dizer que bêbado não mente?

Por mais que as palavras saíssem tortas pelo álcool, a essência era o que a pessoa realmente sentia no fundo.

Isadora esfregou as mãos, angustiada.

— Eu... eu não sei o que deu em mim...

— Você não acha que eu acabei pagando o pato sem motivo nenhum? — Naiara a interrompeu, a voz firme e cortante. — Você gosta do Afonso, eu nunca me opus a isso. Tampouco fui correndo contar a ele para te humilhar. Pelo contrário, eu apoiei a sua decisão.

— Eu já te disse que gostar do Afonso é um direito seu. E também já deixei claro que é impossível eu e o Afonso ficarmos juntos, que eu nunca tive nenhuma intenção nesse sentido. Então por que você agiu dessa forma?...

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