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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 541

Naiara fez um pedido pelo celular.

Não demorou muito para que a entrega chegasse à porta.

José foi receber as sacolas e, ao abri-las, viu que havia uma grande quantidade de ingredientes frescos.

— Srta. Naiara, por que comprou tanta coisa?

Naiara tirou o casaco e amarrou um avental na cintura.

— O que sobrar, guardamos na geladeira para usarmos depois.

— Você vai cozinhar? — perguntou José.

— E o que mais seria? Você sabe cozinhar?

José deu um sorriso sem graça.

— Eu até sei, mas não fica muito bom. O jovem mestre diz que nem cachorro come a minha comida.

Naiara deu um sorriso quase imperceptível.

José foi atrás dela e entrou na cozinha para ajudar.

Naiara, por sua vez, lavava e cortava os vegetais com movimentos precisos e ágeis.

José a observou pelo canto do olho, sentindo uma certa admiração.

Na verdade, sua deusa era uma mulher quase perfeita.

Elegante nos salões da alta sociedade, impecável na cozinha e ainda capaz de lidar com qualquer amante intrometida.

Mas a sorte dela não parecia das melhores.

Especialmente quando se tratava de homens.

Primeiro foi Carlos.

E agora, o jovem mestre da família.

Não que o jovem mestre fosse ruim, pelo contrário, ele era bom até demais, a ponto de ser impossível para ela controlar a própria vida e escapar de sua influência.

— José. — Naiara quebrou o silêncio de repente.

— Sim?

— Que tipo de pessoa é o patriarca?

— Por que a pergunta repentina sobre o patriarca?

— Por nada, só tive curiosidade. Se puder me contar, ótimo. Se for inconveniente, esqueça.

— A palavra dele é a lei, ele é extremamente rigoroso. Não sei com os outros, mas com o jovem mestre, a exigência beirava o absurdo.

— Desde pequeno, o jovem mestre teve que estudar muito mais do que as outras crianças. Por sorte, ele é brilhante, tem memória fotográfica e aprendia rápido. Mas o patriarca não permitia que ele fizesse amigos à toa, nem que tivesse muito contato com outras garotas. Por isso, na infância, o jovem mestre sempre foi uma figura solitária.

— Você sempre diz que ele é maduro e sombrio demais para a idade, mas isso é apenas o reflexo do ambiente opressivo em que cresceu.

Naiara parou o que estava fazendo.

— Eu digo isso com frequência?

José assentiu com convicção.

— Sim, com muita frequência.

Certo.

— E você acha que o patriarca ama o seu jovem mestre?

José refletiu sobre a pergunta por um bom tempo, ponderando os dois lados.

— Se eu disser que não ama, seria mentira, porque ele se preocupa sim. De vez em quando, ele manda o tio Eduardo me ligar para saber como o jovem mestre está.

— Mas se eu disser que ama... toda vez que os dois se encontram, o clima nunca é nada agradável.

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