Naiara fez um pedido pelo celular.
Não demorou muito para que a entrega chegasse à porta.
José foi receber as sacolas e, ao abri-las, viu que havia uma grande quantidade de ingredientes frescos.
— Srta. Naiara, por que comprou tanta coisa?
Naiara tirou o casaco e amarrou um avental na cintura.
— O que sobrar, guardamos na geladeira para usarmos depois.
— Você vai cozinhar? — perguntou José.
— E o que mais seria? Você sabe cozinhar?
José deu um sorriso sem graça.
— Eu até sei, mas não fica muito bom. O jovem mestre diz que nem cachorro come a minha comida.
Naiara deu um sorriso quase imperceptível.
José foi atrás dela e entrou na cozinha para ajudar.
Naiara, por sua vez, lavava e cortava os vegetais com movimentos precisos e ágeis.
José a observou pelo canto do olho, sentindo uma certa admiração.
Na verdade, sua deusa era uma mulher quase perfeita.
Elegante nos salões da alta sociedade, impecável na cozinha e ainda capaz de lidar com qualquer amante intrometida.
Mas a sorte dela não parecia das melhores.
Especialmente quando se tratava de homens.
Primeiro foi Carlos.
E agora, o jovem mestre da família.
Não que o jovem mestre fosse ruim, pelo contrário, ele era bom até demais, a ponto de ser impossível para ela controlar a própria vida e escapar de sua influência.
— José. — Naiara quebrou o silêncio de repente.
— Sim?
— Que tipo de pessoa é o patriarca?
— Por que a pergunta repentina sobre o patriarca?
— Por nada, só tive curiosidade. Se puder me contar, ótimo. Se for inconveniente, esqueça.
— A palavra dele é a lei, ele é extremamente rigoroso. Não sei com os outros, mas com o jovem mestre, a exigência beirava o absurdo.
— Desde pequeno, o jovem mestre teve que estudar muito mais do que as outras crianças. Por sorte, ele é brilhante, tem memória fotográfica e aprendia rápido. Mas o patriarca não permitia que ele fizesse amigos à toa, nem que tivesse muito contato com outras garotas. Por isso, na infância, o jovem mestre sempre foi uma figura solitária.
— Você sempre diz que ele é maduro e sombrio demais para a idade, mas isso é apenas o reflexo do ambiente opressivo em que cresceu.
Naiara parou o que estava fazendo.
— Eu digo isso com frequência?
José assentiu com convicção.
— Sim, com muita frequência.
Certo.
— E você acha que o patriarca ama o seu jovem mestre?
José refletiu sobre a pergunta por um bom tempo, ponderando os dois lados.
— Se eu disser que não ama, seria mentira, porque ele se preocupa sim. De vez em quando, ele manda o tio Eduardo me ligar para saber como o jovem mestre está.
— Mas se eu disser que ama... toda vez que os dois se encontram, o clima nunca é nada agradável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...