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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 501

Naiara lançou-lhe um olhar cortante.

— Quem disse isso?

— Não importa quem disse. Eu só quero saber se você também gosta dele.

— Eu não...

Espera!

Por que diabos ela deveria responder a essa pergunta de Carlos?

Que absurdo!

— Não tenho nada a declarar.

Os olhos escuros de Carlos continuaram fixos nela.

— Então, você gosta?

— Você é louco!

Sem querer dar mais corda, Naiara virou-se para ir embora.

Mas Carlos bloqueou seu caminho.

— Responda direito.

A paciência de Naiara finalmente se esgotou.

— Eu gosto! Gosto de todos os homens do mundo! Satisfeito?

— Naiara! — A irritação começou a transparecer na voz dele. — É tão difícil assim me dizer a verdade?

— É difícil! — O olhar dela estava carregado de condenação. — Tão difícil quanto foi para mim, no passado, tentar ouvir uma única palavra sincera da sua boca!

Carlos ficou atordoado.

Quando voltou a si, Naiara já havia se afastado.

Ele soltou um riso amargo.

Aquela mulher realmente sabia como atingi-lo em cheio.

Bastava trazer o passado à tona para que ele perdesse todas as defesas.

Afinal, ele realmente estava em dívida com ela.

Passando pelo posto de enfermagem.

Uma enfermeira chamou Naiara:

— Senhorita Naiara, a paciente acabou de acordar.

Naiara precisava descer para comprar as coisas, mas não queria deixar Natália sozinha caso acordasse assustada, então havia pedido para a enfermeira ficar de olho.

— Obrigada. Eu queria saber se o hospital oferece serviço de cuidadoras?

Ela ainda precisava trabalhar e não poderia ficar com Natália o tempo todo, então precisava contratar alguém.

A enfermeira tirou um cartão da gaveta.

A menina moveu os olhos, com uma expressão confusa.

— Eu estou no inferno? Quem é você? Veio buscar a minha alma?

Naiara sentiu um nó na garganta.

Como uma criança de treze anos conhecia aquele tipo de vocabulário?

Provavelmente, por saber que seus dias estavam contados, andou lendo muitas coisas sobre a morte na internet.

Naiara abriu um sorriso deslumbrante.

— Existe algum ceifeiro tão bonito assim no mundo dos mortos?

Natália tentou raciocinar.

Sua mente ainda estava nublada. Após um longo momento, ela balançou a cabeça.

— Não.

— Bobinha. — Naiara tocou de leve a ponta do nariz da menina com carinho. — Onde você leu essas coisas?

— Na internet. — A respiração de Natália ainda era fraca, mas ela falava com extrema seriedade. — Dizia que, depois de morrer, a gente vai para o submundo, e que lá tem as treze estações dos mortos.

— Treze estações?

— É. A primeira é a entrada, a segunda é a longa estrada para o além, a terceira é o lugar de olhar para trás, a quarta é a Serra do Cão Feroz... Eu queria ir para a Serra do Cão Feroz.

Naiara umedeceu um cotonete na água e começou a passar suavemente nos lábios ressecados de Natália, ouvindo-a com paciência.

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