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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 465

Bem na hora, a esposa do reitor trouxe as frutas, olhando para Naiara com uma expressão carinhosa.

— Meu marido ainda fala de você de vez em quando. Lembra que naquela época você vivia representando a universidade em competições internacionais e trazia muito prestígio para nós.

Naiara já não tinha cabeça para os elogios. Toda a sua atenção estava presa à última frase do reitor.

A pausa do velho reitor foi, na verdade, proposital. Ele percebeu a ansiedade de Naiara e sorriu com um brilho travesso no olhar.

— Mas agora sou eu quem pergunto: depois de tantos anos, o que deu em você para vir atrás dessa história?

Naiara não escondeu e foi sincera.

— Eu trabalho na empresa do Afonso agora. Tem algumas coisas que preciso esclarecer.

O reitor: — Quer esclarecer se ele gostava de você?

Naiara: — Sim.

O reitor tomou um gole de chá, sem pressa.

— A resposta dele, na época, foi não.

Ao ouvir isso, Naiara não soube descrever o que sentiu. Não era exatamente decepção. Tampouco tristeza. Era uma sensação estranha.

— Ele disse que não. Mas o olhar dele quando falava de você, carregado de sentimento... os olhos não mentem.

O velho reitor deu uma risada suave.

— Como alguém que já viveu muito, se eu não conseguisse perceber isso, meus anos de vida teriam sido em vão.

Ao se despedir, o reitor falou do fundo do coração:

— Aquele rapaz é uma joia rara e está à sua altura. Se você também sente algo, não deixe essa chance passar.

O coração de Naiara estava um caos.

Ela ligou para Isadora, mas ninguém atendeu.

Naiara parou o carro no acostamento, sem saber para onde ir. Só quando Isadora retornou a ligação, percebeu que havia ficado meia hora encarando o nada.

A voz de Isadora soava fraca, sem energia.

— Oi, Naiara. O que foi?

Naiara: — Você não está bem?

Isadora: — Estou bem. Só bebi um pouco.

Bebendo sozinha em casa?

Naiara: — Estou indo aí te ver.

Isadora soltou um soluço alcoólico.

— Você nunca deixaria sua casa nesse estado, nunca beberia sozinha para afogar as mágoas, muito menos faltaria ao trabalho sem motivo.

— Não faltei sem motivo. Só estou cansada e não quis trabalhar.

— Cansada fisicamente ou emocionalmente?

A mão de Isadora parou por um segundo.

— Os dois.

Naiara: — É por causa do Fábio?

Isadora deu um riso frio.

— Quem ele pensa que é? Acha que eu perderia meu tempo ficando irritada por causa dele?

Naiara suspirou baixinho.

— Isadora, eu conheço o gênio do Fábio.

Fábio era orgulhoso por natureza, nunca abaixaria a cabeça para os outros facilmente. Se tomou a iniciativa de ceder para Isadora, era porque ainda valorizava a amizade entre eles. O problema era que Isadora não entendia isso e não queria dar a ele uma chance de se redimir.

— Ele já cedeu bastante. Por que você tem que...

— Naiara — cortou Isadora, com um tom de impaciência na voz.

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