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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 464

Zuleica: — A localização da floricultura é excelente, então o movimento está ótimo.

Carlos: — Que bom. Se precisar de alguma coisa, fale com o Ronaldo, ele resolve para você.

Zuleica: — Certo.

Na verdade, Zuleica nunca o havia procurado para nada. Nem mesmo quando aconteceu o problema com Clara. Não porque não quisesse, mas porque sabia que não devia.

Ele dizia para procurá-lo se houvesse algum problema, mas isso dependia muito do tipo de problema. Questões banais, tudo bem. Mas se fosse algo que entrasse em conflito com os interesses dele, era melhor ficar calada. Porque Carlos jamais a ajudaria. E pedir ajuda para ouvir um não seria apenas uma forma de se humilhar e se desgastar à toa.

Zuleica tinha plena consciência do seu lugar. Foi por isso que, naquele dia, preferiu se ajoelhar e implorar por Clara sozinha, sem sequer cogitar pedir ajuda a Carlos.

Ser sensata e saber seu lugar na hierarquia. Talvez esse fosse o principal requisito para Zuleica conseguir manter uma relação duradoura com Carlos.

Um brilho de desgosto passou rapidamente pelos olhos de Carlos.

— Pretendo me casar com Adriana Fontana.

Zuleica não demonstrou surpresa.

— Entendo.

Carlos: — Não haverá cerimônia nem nada do tipo. Apenas assinaremos os papéis no civil.

Zuleica: — Entendo.

Carlos segurou a mão dela.

— Você me despreza por isso?

Zuleica manteve o sorriso sereno.

— Para conseguir o que se quer, sacrifícios são necessários. Além disso, o mundo é movido a disputas, é a lei do mais forte. Se você não pegar, outro vai pegar. É melhor garantir o que é seu do que deixar para os outros.

Carlos pareceu confortado.

— Você é quem melhor me entende. O problema é...

Zuleica: — Qual é o problema?

Carlos: — O problema é que eu não sei mais como lidar com a Adriana...

Antes, um dia longe dela parecia uma eternidade. Agora, passar muito tempo perto a tornava insuportável.

...

O velho reitor já passava dos oitenta anos, mas assim que viu Naiara, a reconheceu no mesmo instante.

Naiara segurava a xícara de chá com força entre as mãos. Durante toda a noite anterior, ela imaginou as mais diversas respostas. Agora que estava prestes a ouvir a verdade, seu coração disparou.

— O que ele disse, reitor?

O velho reitor ajustou os óculos de leitura.

— Ele disse que você era um talento raro, que não deveria ser soterrado por uma realidade cruel, e por isso queria te dar um empurrãozinho.

— Então eu perguntei por que ele faria uma bondade dessas, já que vocês eram desconhecidos.

— Ele me respondeu que vocês se conheciam, e muito bem.

— Eu questionei: se vocês se conheciam tão bem, por que não ajudá-la diretamente em vez de usar o nome da universidade?

— E ele disse que não queria que você achasse que era pena ou caridade.

— Ah, ele é um bom rapaz — suspirou o reitor, admirado. — Quis te ajudar, mas fez de tudo para proteger a sua dignidade e pensou em cada detalhe.

— Depois disso, eu ainda perguntei se ele gostava de você.

Naiara tentou controlar o ritmo frenético do próprio coração.

— E o que... ele respondeu?

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