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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 411

Naiara balançou a cabeça.

— Não vou.

Não se encontrarem era, sem dúvida, a melhor saída.

Belmira soltou um suspiro suave.

— Talvez seja melhor assim. Se você fosse, o clima seria inevitavelmente constrangedor. Agora que ele já partiu, os ressentimentos entre vocês podem ser deixados no passado. Daqui para frente, o importante é focar em viver bem a sua vida.

O relógio na parede marcava exatamente oito horas.

Já havia se passado uma hora inteira.

E Afonso ainda não tinha chegado.

Durante esse tempo, Belmira até pensou em ligar para ele, mas Naiara a impediu.

Ela temia que Afonso interpretasse a ligação como uma cobrança, o que poderia fazê-lo dirigir com pressa e colocar a própria segurança em risco.

Sobre a mesa de jantar, a comida ia perdendo o calor aos poucos.

Naiara não aguentou mais a ansiedade e decidiu ligar para ele.

Para sua surpresa, o celular de Afonso estava desligado.

Seu coração apertou na mesma hora. Sem pensar duas vezes, discou para José.

Os dois eram praticamente inseparáveis.

A chamada foi atendida rapidamente.

— Senhorita Naiara?

Naiara tentou manter a voz firme.

— Onde está o Afonso?

José pareceu surpreso do outro lado da linha.

— Ele não foi encontrar a senhorita?

Naiara paralisou por um instante.

— Ele não chegou.

— Como assim? — José questionou, confuso. — Nós nos separamos antes das sete. Ele disse que iria em casa apenas trocar de roupa e já iria encontrá-la. A essa hora, já deveria estar aí.

As bizarrices e incidentes dos últimos dois dias já haviam deixado Naiara com os nervos à flor da pele.

— Ele não chegou e o celular está direto na caixa postal.

A tensão contagiou José imediatamente.

— Desligado? Mas isso não faz sentido. O senhor Afonso deixou claro que deixaria o celular ligado vinte e quatro horas por dia, com medo de que você precisasse dele e não conseguisse falar.

Naiara ficou atônita.

Não havia tempo para questionar a veracidade das palavras de José; a única coisa que importava agora era a preocupação sufocante.

— Você tem como localizá-lo?

Ao terminarem, Belmira não sabia muito bem o que dizer.

Temendo que sua ansiedade estragasse a noite dos anfitriões, Naiara tomou a iniciativa de se despedir.

— Madrinha, acho que já vou indo.

Belmira não insistiu para que ela ficasse. Apenas virou-se para Breno e recomendou:

— Por favor, cuide bem dela.

Breno assentiu com seriedade.

— Fique tranquila. São ordens diretas do senhor Afonso.

Belmira lançou um olhar instintivo para Naiara.

Ela fez questão de acompanhá-los até a porta. Somente ao voltar para dentro, deixou escapar um longo suspiro.

— Ai, Leonardo...

Leonardo, que lavava a louça na cozinha, parou o que estava fazendo ao ouvir o suspiro da esposa e foi até a sala.

— Hoje é o seu aniversário. É proibido suspirar de tristeza.

Mas Belmira não conseguiu evitar outro suspiro.

— Você percebeu?

Décadas de casamento haviam aperfeiçoado a sintonia entre os dois.

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