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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 410

A ameaça funcionou perfeitamente.

Breno entrou na casa de forma obediente e silenciosa.

Belmira ficou feliz ao ver o rapaz.

— Que moço bonito e bem-apessoado. Tão educado.

Talvez por não estar acostumado a receber elogios, Breno ficou visivelmente sem graça.

Ele colocou os presentes que carregava no chão.

Além do bolo e do buquê de flores, havia uma caixa bem grande.

Belmira fingiu uma bronca.

— Era só para vir jantar, por que você trouxe tantas coisas?

Naiara sorriu docemente.

— Hoje é o seu aniversário, madrinha. Pegaria muito mal se eu chegasse de mãos abanando.

— Aposto que foi o Afonso quem te contou a data, não foi? — Belmira a repreendeu de forma carinhosa.

— Foi.

— Aquele moleque. Se eu soubesse, teria avisado para ele ficar de boca fechada.

Naiara riu.

— Madrinha, eu garanto que a senhora vai amar o presente que eu trouxe.

A curiosidade de Belmira foi despertada imediatamente.

— E o que é de tão bom?

Naiara abriu a caixa ela mesma.

Belmira ficou paralisada por alguns segundos antes de abrir um sorriso de orelha a orelha, parecendo uma criança ganhando um brinquedo novo.

— Isso não é... isso não é...

— Sim — Naiara sorriu. — É exatamente aquele cão-robô que foi apresentado na feira de tecnologia do ano passado. No meu tempo livre, eu construí um parecido, mas adicionei alguns programas a mais, então ele tem mais funções.

Belmira estava maravilhada.

— Você que construiu?!

— Sim. Eu não sabia o que comprar, então decidi trazer isso. Pensei que, quando a senhora estivesse sozinha em casa e entediada, ele poderia fazer companhia e distraí-la.

Naiara então tirou uma folha de papel da bolsa.

— Este é o manual de instruções. Eu mesma escrevi. As funções não são infinitas, mas a senhora pode tratar como um novo bichinho de estimação.

Belmira tocou o robô com cuidado extremo e gritou na direção da cozinha:

Ao olhar para trás, Naiara viu Breno de pé, reto como uma estátua.

Belmira riu da cena.

— Esse menino, por que está tão tenso? Sente-se logo, sinta-se em casa.

Breno então puxou uma cadeira da mesa de jantar e sentou-se.

Sua postura continuou rígida e ereta.

Naiara sentiu uma pontada de pena do rapaz.

Ela se perguntava se a palavra "diversão" sequer existia no vocabulário da vida dele.

Notando que Naiara olhava para a direção da porta, Belmira interpretou a situação à sua maneira.

— O Afonso disse que conseguiria chegar antes das sete. Ele sempre cumpre o que promete, então não se preocupe, ele com certeza vem.

Naiara piscou, pega de surpresa, e deu um sorriso constrangido.

— Eu não estava...

— Ah, a propósito — Belmira lembrou-se de algo importante. — Eu vi as notícias sobre a família Lucca. Quem diria que uma tragédia dessas aconteceria de repente. Fiquei sabendo que o funeral da matriarca Franciely será amanhã.

— Nós tivemos algumas interações com eles no passado, então, por educação, eu e o Leonardo deveríamos ir prestar condolências. Você vai querer ir também? — perguntou Belmira.

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