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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 403

Quando Carlos entrou no quarto, Wilson estava conversando com Franciely.

Adriana aguardava em pé, num canto.

Ao contrário de seu comportamento habitual, ela não correu para os braços de Carlos; apenas o acompanhou com o olhar.

Carlos ouviu a voz de Wilson ressoar no ambiente.

— A essa altura, acho difícil conseguirmos reverter a situação da Vitória. Eu procurei a Naiara, mas, infelizmente, não importa a oferta que eu faça, ela se recusa a aceitar. Está obstinada em colocar a Vitória na cadeia.

— Se a parte envolvida não cede, ficamos de mãos atadas.

Ele falava com tanta convicção que parecia a mais pura verdade.

Franciely acreditou em cada palavra, sentindo-se profundamente grata.

— Que vergonha ter que te expor a um escândalo desses. E pensar que, com a minha idade, ainda precisei implorar pela sua ajuda. Não tínhamos a quem recorrer. De qualquer forma, peço que continue acompanhando o caso da Vitória. Se houver mesmo uma condenação, tente ver se conseguimos liberdade condicional.

Wilson assentiu: — Fique tranquila. Eu sempre gostei muito da Vitória, trato-a como se fosse minha própria filha. Não vou desistir até o último instante. Continuarei acionando meus contatos.

Franciely quase chorou de gratidão.

— Meu consogro, não sei o que faríamos sem você nesses dias.

Wilson balançou a cabeça: — Não precisa agradecer, afinal, já somos uma família.

A encenação de Wilson era digna de um Oscar.

Foi então que Franciely virou o rosto para encarar Carlos.

Logo de cara, disparou suas repreensões.

— Onde você estava metido? Não planeja mover uma palha pela sua irmã?

Acostumado àquelas cobranças impiedosas, Carlos nem se deu ao trabalho de demonstrar raiva. Apenas cerrou os lábios e permaneceu em silêncio.

A apatia dele acendeu o pavio de Franciely.

— Escute bem! A Vitória é a joia dos meus olhos. Se acontecer alguma desgraça com ela, eu nunca vou te perdoar!

Adriana abriu a boca com a intenção de intervir, mas engoliu em seco.

Ela sabia que Vitória Lucca havia sido presa porque alguém vazou o vídeo da troca de motoristas após o acidente.

E fora ela mesma quem entregara essa gravação ao próprio pai.

Como ele pôde...

O peito de Carlos afundou por alguns segundos.

Ah, claro.

Carlos apertou os punhos com tanta força que os nós dos dedos branquearam.

Era verdade, ele cobiçava o controle da família Lucca.

Mas nunca, em momento algum, armou contra a própria irmã por ganância.

Franciely escarrar aquelas palavras na frente de pessoas de fora era o mesmo que desnudá-lo em praça pública para, em seguida, desferir-lhe um tapa no rosto.

Seu orgulho e sua dignidade foram pisoteados sem piedade.

Para um homem autoritário, que jamais permitia que ninguém o humilhasse, o limite da paciência havia sido rompido.

Apenas Carlos sabia o quanto estava sendo agonizante suportar tudo aquilo em silêncio.

Foi Adriana quem saiu em defesa dele.

— Vovó, o Carlos jamais pensaria numa atrocidade dessas. Ele também ama a Vitória. O problema é que o caso envolveu uma morte, o que torna tudo muito delicado.

— Se houver um passo em falso, a reputação da família Lucca será destruída. O Carlos precisa levar isso em consideração, é natural que seja cauteloso.

Wilson interveio com um sorriso conciliador.

— Reparei que o Carlos emagreceu nesses últimos dias. Deve estar exausto de tanto correr atrás de advogados para a Vitória. Dá até pena de ver.

O comentário fez Franciely perceber que havia se excedido nas palavras. Um lampejo de arrependimento cruzou o rosto da matriarca.

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