Ela se lembrou de que almoçaria na casa dos seus padrinhos.
Era aniversário de Belmira.
O presente já estava comprado.
Mas Naiara ainda queria passar numa loja para levar flores e um bolo.
Após se arrumar, saiu do quarto.
Felícia já havia preparado o café da manhã.
A mesa estava farta, e Naiara, com o apetite renovado, comeu muito bem.
Felícia a observava com um sorriso radiante.
— Senhorita, se você continuar comendo com esse apetite todos os dias, quando o bebê nascer, vai ser um meninão bem forte.
Naiara acariciou a barriga suavemente.
— Eu prefiro que seja uma menina.
— Se for uma menina, melhor ainda! Imagina só, uma cópia sua, linda e encantadora. Quem não babaria por ela?
Naiara não pôde deixar de pensar no pai biológico da criança.
Independentemente de com quem o bebê se parecesse, certamente puxaria traços bonitos.
— Felícia, embale uma porção desse café da manhã para mim, por favor. Vou levar comigo.
— É para o guarda-costas que o senhor Afonso arranjou?
— Isso.
— Sabe de uma coisa? O senhor Afonso cuida muito bem da senhora. Se no passado a senhora tivesse se casado com ele e não com o Carlos, aposto que estaria muito feliz agora.
A mão de Naiara, segurando o talher, parou por uma fração de segundo.
Na vida não existe "se"...
— Senhorita — continuou Felícia, em tom de brincadeira —, não sei por que, mas toda vez que vejo você e o senhor Afonso juntos, acho que formam o casal perfeito.
O tom de Naiara tornou-se um pouco mais severo.
— Felícia, por favor, não repita isso. O senhor Afonso é um homem comprometido. Ele tem uma noiva.
— Só falei porque estamos sozinhas. É que eu acho um grande desperdício, só isso.
Naiara bebeu o último gole de leite.
Sorriu com serenidade.
— Não é desperdício. Sua senhorita está ótima agora, melhor do que nunca. Acordo e faço o que amo, sem precisar me curvar para ninguém, sem ter que agradar a ninguém.
Que vida boa.
Naiara desceu para a garagem.
O guarda-costas já aguardava ao lado do carro dela.
Será que amanhã ela já poderia apresentar Gualter a ele?
— Para onde vamos, senhorita Naiara?
— Pode entrar no carro, eu coloco o GPS no meu celular.
— O jovem mestre ordenou que, além de seu segurança, eu serei o seu motorista pessoal de agora em diante.
Naiara abriu a boca para objetar, mas reconsiderou.
— Certo. Você dirige.
O veículo deslizou suavemente pela pista. O interior do carro estava dominado por um silêncio absoluto.
Com o humor leve, Naiara decidiu quebrar o gelo.
— Por que você o chama de "jovem mestre" em vez de senhor Afonso? Você o acompanha há muito tempo, igual ao José?
Breno mantinha a postura reta e o olhar concentrado na estrada.
— José é o que está com ele há mais tempo. Eu estou há pouco mais de quatro anos. O jovem mestre salvou a minha vida. Para o mundo lá fora, ele pode ser o senhor Afonso, mas para nós, ele será eternamente nosso mestre.
Naiara pensou, admirada.
Isso não é o clone perfeito do José?
A curiosidade a picou.
— Como assim salvou a sua vida?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...