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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 390

Pacífico... continuam amigos...

Que discurso mais hipócrita e rebuscado.

O Pátio do Luar não passava de um apartamento comum, e eles ainda tinham o descaramento de agir como se estivessem sendo generosos.

A palavra "vergonha" havia sido completamente apagada do dicionário da família Lucca.

Naiara sentiu vontade de rir.

Carlos puxou o celular da mão dela e, ao terminar de ler a matéria, seu rosto assumiu uma expressão terrível.

— Se eu disser que nada disso foi minha intenção, você acredita em mim?

Naiara abaixou os olhos, os lábios se curvando num sorriso que não chegava aos olhos.

— Acredito.

Um brilho de alegria cruzou o olhar de Carlos.

— Você acredita em mim?

— Sim, eu acredito.

— Você...

— Mas faz alguma diferença? — ela cortou com frieza. — Você não impediu. Você permitiu que isso acontecesse e deixou que a sua família sujasse a minha reputação como bem entendesse.

Carlos engoliu em seco, sufocado.

— A minha avó... ela...

Naiara não suportava mais ouvir a palavra "avó" saindo da boca de Carlos.

Essa palavra era o seu pior pesadelo.

— Carlos, na verdade, eu consigo entender.

Carlos cravou os olhos nela.

— Entender o quê?

— Entender a sua ambição pelos negócios da família Lucca, a ponto de suportar toda essa humilhação até agora.

Mesmo contrariado, ele trincava os dentes e ia contra as próprias vontades.

Essa resiliência não era algo que qualquer pessoa comum pudesse suportar.

Talvez fosse a única grande qualidade de Carlos.

Ele sempre sabia, o tempo todo, o que realmente queria.

Carlos ficou perplexo.

Aquelas palavras carregavam um tom evidente de deboche.

Mas, curiosamente, ele não conseguia sentir raiva.

— Naiara...

Naiara franziu a testa.

— Naiara, ou Srta. Naiara!

Naiara deu um meio sorriso, indecifrável.

— Você subestima demais os seus adversários.

Carlos ignorou o aviso, focado no próprio argumento.

— O salário que a Nuvem Pioneira está pagando, eu cubro e pago o dobro. Na minha empresa, você terá liberdade absoluta. O cargo que você quiser, é só pedir.

Liberdade?

Pff!

Se Afonso dissesse que lhe daria liberdade, ela acreditaria.

Mas a liberdade da qual Carlos falava era, na prática, uma coleira de ouro.

O lema de vida de Carlos era o mesmo dos velhos tiranos absolutistas.

*Prefiro trair o mundo a deixar que o mundo me traia.*

Como alguém assim poderia lhe dar liberdade de verdade?

Naiara não tinha a menor vontade de continuar prolongando aquele assunto inútil.

— Carlos, vou dizer isso pela última vez, e de forma bem clara: eu não vou para a sua empresa. Eu gosto muito da empresa onde trabalho agora.

A expressão de Carlos esfriou quase que instantaneamente.

— Você gosta da Nuvem Pioneira, ou do dono da Nuvem Pioneira?

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