Naiara soltou uma risada repentina e curta.
— Quem diria que a nossa primeira conversa realmente franca e honesta seria assim. É uma raridade.
As sobrancelhas de Carlos permaneciam franzidas, e ele não disse uma palavra.
O clima havia esfriado até chegar a um nível insuportável.
Justo quando Naiara ia abrir a boca, os lábios finos de Carlos se moveram, e ele murmurou três palavras inesperadas.
— Me perdoe, Naiara.
Naiara parou, surpresa.
Ouvir um pedido de desculpas saindo da boca de Carlos era tão raro quanto ver o sol nascendo no oeste.
De repente, um peso imenso saiu dos ombros dela.
— Não importa mais. Durante um tempo, fui atormentada pela dor e pela indignação todos os dias. Fui muito tola, na verdade.
— Eu deveria ter deixado a família Lucca e você muito antes. Foi a minha própria obsessão, eu queria recuperar as perdas e consertar o que estava quebrado.
— No fundo, eu também errei.
Se ela tivesse saído daquela relação mais cedo, as coisas nunca teriam chegado àquele ponto.
A mão de Carlos parou no ar.
Ele sentiu uma vontade incontrolável de abraçá-la.
Mas não teve coragem.
Que patético.
Ele, o grande e imponente Sr. Carlos, com medo de fazer algo.
— Carlos, eu não te odeio mais. Portanto, não me odeie também. A partir de agora, cada um segue o seu caminho. Se nos cruzarmos no futuro, seremos apenas estranhos.
Carlos apertou os lábios com força, reprimindo a angústia sufocante no peito.
— Não podemos ser amigos?
A pergunta soou quase humilde.
Naiara soltou um suspiro de desdém.
— Você e eu nunca poderíamos ser amigos.
O som estridente de um celular tocando cortou a conversa.
Era uma ligação de Isadora.
Naiara encostou o aparelho no ouvido.
A voz revoltada de Isadora explodiu do outro lado da linha.
— Puta que pariu! Esse Carlos é mesmo um lixo humano! Inventando essas mentiras para jogar a culpa toda em cima de você, ele não tem vergonha na cara?!
Naiara: — Mais tarde eu volto para a empresa e conversamos. Tenho um compromisso agora.
Assim que ela terminou a frase, Fábio desligou na cara dela.
Sem hesitar por um milésimo de segundo.
Esse cara...
Naiara balançou a cabeça, sorrindo. Abriu o link das notícias de fofoca que Isadora havia lhe enviado por mensagem.
Após ler o conteúdo inteiro da matéria, o sorriso de Naiara tornou-se gelado e irônico.
— Carlos, depois dessa, é que não poderemos ser amigos de jeito nenhum.
Dizendo isso, Naiara virou a tela do celular e esfregou na cara dele.
Franciely tinha sido incrivelmente rápida ao anunciar o divórcio para a imprensa.
Não era à toa que Isadora e Fábio estavam tão furiosos. A família Lucca havia jogado toda a culpa do divórcio em cima de Naiara.
A acusação principal, em letras garrafais, era que ela fora casada com a família Lucca por três anos e falhara em gerar um herdeiro para o clã.
Em seguida, alegavam incompatibilidade de gênios, constantes brigas familiares e que ela não se dava bem com a família.
...
No final do artigo, o texto afirmava com um tom benevolente que fora um divórcio pacífico, que continuavam amigos e que a família Lucca, como forma de compensação, havia cedido a Naiara um carro de luxo e um apartamento de altíssimo padrão no residencial Pátio do Luar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...