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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 386

Cinco milhões. Para alguém da classe baixa, essa quantia seria suficiente para uma vida inteira.

E assim, o caso de Nilton foi encerrado no maior sigilo, sem deixar rastros.

Franciely, que amava Nilton como a menina de seus olhos, jamais imaginaria que o homem que ela tanto bajulava para firmar uma aliança era, na verdade, o assassino do próprio neto.

Ao sair da casa de chá, Naiara ergueu os olhos para o céu.

No tom cinzento e nublado, um leve rastro de luz começava a despontar.

O tempo, ao que parecia, iria melhorar.

Naiara não queria ter chegado a esse ponto.

Era tudo complexo demais.

Mas Wilson queria encostar um dedo em seu filho, e isso ela jamais toleraria.

No passado, ela falhara em proteger a própria mãe biológica.

Se agora não conseguisse sequer proteger a criança em seu ventre, então ela, Naiara, seria uma completa inútil.

Na noite anterior, ela até pensou em revelar tudo a Afonso, para que ele pudesse ajudá-la a agir.

Mas, no fim, mudou de ideia.

Ela havia prometido a si mesma que dependeria apenas das próprias forças para se proteger.

Por isso, Naiara passou a noite em claro.

Foi somente instantes antes de se encontrar com Wilson que, com muito custo, conseguiu obter aquelas provas.

Quando Naiara viu as imagens com os próprios olhos, ficou atônita por um longo tempo.

Foi a primeira vez que sentiu, na pele, a verdadeira maldade humana.

Uma pessoa podia mesmo ser fria e impiedosa a esse ponto.

Para garantir os próprios interesses, era capaz de sacrificar qualquer um.

A mão de Naiara apertou com força um pequeno pendrive dentro do bolso.

Ali dentro estava o vídeo de Vitória trocando de lugar com o motorista.

Com aquele vídeo, tudo se resolveria.

Foi uma daquelas coincidências do destino.

Alguém havia gravado o exato momento em que Vitória, após o atropelamento, trocou de assento com o motorista.

O autor do vídeo fez uma cópia e a enviou diretamente para a família Lucca.

Ele havia reconhecido que Vitória era a herdeira da família Lucca e, inicialmente, pretendia usar aquilo para arrancar uma boa quantia em dinheiro.

No entanto, a correspondência acabou sendo recebida e assinada por Adriana.

E o que o deixava mais enlouquecido era saber que não podia fazer absolutamente nada contra Naiara.

Wilson estava fumegando de raiva, mas precisava engolir a seco. O ódio quase o fez desmaiar.

Naiara guardou o pendrive na bolsa com cuidado.

De repente, um aperto nostálgico tomou conta de seu coração.

A justiça por sua mãe biológica, ela finalmente poderia cobrar.

Mas a mãe jamais voltaria à vida.

Naiara fechou os olhos, ergueu levemente o rosto e inspirou fundo, puxando algumas lufadas de ar fresco, deixando que a angústia presa no peito se dissipasse aos poucos.

Quando abriu os olhos novamente, o ar pesado que mal conseguira dissipar voltou com tudo.

Com o rosto sombrio e os olhos fixos nela sem sequer piscar, Carlos caminhava a passos largos em sua direção, como se temesse que ela fosse desaparecer no ar.

Naiara não fugiu.

Para onde poderia fugir?

Carlos se aproximou, a voz reprimindo uma tempestade de raiva.

— É bom que não tenha planos de fugir. Caso contrário, não me importo de ir procurá-la na sua empresa.

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