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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 385

Assim que Naiara foi embora, a expressão de Wilson tornou-se medonha.

Ser subjugado e pisoteado daquela forma por uma mulher! Como ele poderia engolir um desaforo daqueles?!

Mas, mesmo que não conseguisse engolir, o que poderia fazer?

A mulher tinha razão. Só o caso do Nilton já era o suficiente para arruinar sua vida de vez.

Ele havia orquestrado tudo com perfeição. Acreditava que o segredo havia sido enterrado a sete palmos junto com o próprio Nilton.

Jamais imaginou que alguém pudesse desenterrar a história.

Muito menos que a pessoa a descobrir tudo fosse a ex-mulher rejeitada da família Lucca, alguém que eles sempre olharam de cima para baixo.

Quem diabos era aquela mulher?

Como ela possuía tanta capacidade?

Wilson viu-se forçado a reavaliar Naiara por completo.

O guarda-costas entrou na sala e, ao notar a expressão terrível de Wilson, sequer ousou abrir a boca.

Ele conhecia muito bem o temperamento do patrão.

Ao menor sinal de descontentamento, Wilson xingava aos quatro ventos.

E xingar ainda era a melhor das hipóteses; às vezes, ele partia para a agressão física.

Muitos subordinados acumulavam ódio, mas não ousavam dizer uma única palavra.

Afinal, para homens sem diploma e sem contatos como eles, conseguir se estabelecer nesta cidade de luxo e perdição que era Rio Belo já era extremamente difícil.

Ao ver Wilson encurralado daquele jeito, o guarda-costas sentiu um certo prazer mórbido.

Obviamente, ele jamais transpareceria isso no rosto.

Mas, na tentativa de agradar, o guarda-costas fingiu preocupação.

— Senhor Wilson, o senhor está bem?

Mal terminou a frase, e um tapa brutal estalou em seu rosto.

Como um tapa não foi suficiente para aliviar a fúria, Wilson bateu nele mais algumas vezes.

O guarda-costas suportou em silêncio.

Após descarregar a raiva, Wilson sentiu-se um pouco mais aliviado.

Com o rosto fechado, ele ordenou:

— Vá investigar qual é a verdadeira origem daquela mulher.

Ela havia até mesmo deduzido que a morte do Nilton estava conectada a ele.

Em seu momento de pânico, Wilson acabara de cair direitinho na armadilha daquela mulher!

Uma colisão traseira, sem omissão de socorro, no máximo renderia uma condenação por homicídio culposo.

Alguns anos na prisão e ele logo estaria livre.

Porém, salvar a vida daquele rapaz seria apenas prejudicial aos planos de Wilson.

Com ferimentos daquela gravidade, mesmo que Nilton sobrevivesse, havia grandes chances de ficar paraplégico ou com graves sequelas.

E Wilson não queria, de forma alguma, que sua filha passasse a vida ao lado de um inválido.

Se isso acontecesse, a família Fontana seria motivo de chacota.

Convenientemente, o motorista precisava muito de dinheiro e já havia assumido o risco daquele transporte.

Ele não esperava que uma tragédia daquelas ocorresse.

Após avaliar a situação, o caminhoneiro seguiu a ordem de Wilson.

Ele observou, a sangue frio, enquanto Nilton dava o último suspiro, e só então fugiu.

Depois de se livrar da carga, foi até a delegacia e se entregou.

Como havia sido Nilton o responsável por causar a colisão por excesso de velocidade, e o motorista demonstrou bastante cooperação, a situação já estava favorável. Para garantir a paz do funcionário, Wilson ainda contratou secretamente os melhores advogados de defesa.

No final, o motorista foi condenado a apenas quatro anos de prisão em regime fechado.

E Wilson cumpriu com a sua parte do acordo: enviou uma compensação de cinco milhões à família do motorista.

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