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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 346

Gualter não conseguia acreditar.

— Confia em mim assim tão fácil? Não tem medo?

— Medo do quê? De você destruir o apartamento? Você não é um cachorro indomável.

Os cantos da boca dele se contorceram num leve esboço de sorriso.

Naiara tirou todo o dinheiro vivo de sua carteira.

— Fique com isso para garantir as suas refeições diárias. Quando a feira terminar, entrarei em contato.

Os dedos de Gualter se apertaram em torno das notas.

Em toda a sua vida, além da namorada com quem crescera no orfanato, ninguém mais havia demonstrado tamanho cuidado por ele.

— Obrigado.

Quando ela saiu do Pátio do Luar e chegou de volta à mansão, já era muito tarde.

Felícia veio trotando assim que ouviu o barulho da porta abrindo.

Pegou a bolsa das mãos de Naiara enquanto resmungava.

— Senhorita Naiara, como é que chega a uma hora dessas?

O coração de Naiara se aqueceu.

O cheiro de comida caseira vinha da cozinha, a casa estava iluminada e havia alguém esperando por ela. Não era exatamente essa a vida que ela sempre desejou?

— Felícia, acredita que eu recolhi um homem da rua hoje?

— Recolheu um homem?

— Uhum.

Naiara relatou rapidamente o que havia acontecido com Gualter.

Felícia ficou em pânico.

— Senhorita, como pôde trazer um estranho para um dos seus apartamentos assim? E se for um criminoso perigoso?

Naiara sorriu levemente.

— Um homem que prefere ir para a cadeia a deixar a namorada morrer não pode ser tão mau assim.

— É verdade. Homens com esse nível de lealdade estão praticamente em extinção.

Logo depois, a governanta pareceu refletir e corrigiu.

— Quer dizer, não totalmente em extinção. O Sr. Afonso me parece exatamente esse tipo de bom homem.

Naiara conteve um sorriso.

Aparentemente, o conceito que Afonso tinha com Felícia era altíssimo.

O celular tocou. Era Isadora.

— Eu não ligo para a cara feia dele, mas não vou deixar a situação barata.

Naiara deu uma leve risada.

— O que você aprontou?

Conhecendo a personalidade vingativa de Isadora, ela certamente já tinha dado o troco.

— Nada demais. Só tirei uma foto do Carlos e da Zuleica juntinhos, imprimi e chamei um motoboy para entregar direto na porta da amante principal.

— Ela não adorava ficar te mandando fotos para provocar antes? Achei justo devolvermos a cortesia na mesma moeda e mandar uma também.

Naiara hesitou.

Não que discordasse da atitude de Isadora.

Mas, no fundo, tinha um pouco de pena e não queria prejudicar Zuleica gratuitamente.

Como se sentisse a hesitação, Isadora acrescentou:

— Mas fique tranquila. Eu sei que a Zuleica no fundo também é uma coitada, então cortei o rosto dela da foto.

Ótimo.

Agora, a mansão de Carlos ia virar um verdadeiro inferno.

Ele ia ter bastante com o que se preocupar.

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