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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 342

Irmão?

Pedro Jasmim?

— Desculpe, eu não tenho irmão.

O policial do outro lado ficou confuso.

— O Pedro não é o seu irmão?

Naiara manteve o tom frio.

— Eu não tenho mais nenhuma ligação com a família Jasmim. Portanto, ele não é meu irmão. Se precisam resolver algo, liguem diretamente para a tutora dele.

O policial pareceu constrangido.

— O problema é que o jovem insistiu para ligarmos para esse número. Ele garantiu que você é irmã dele.

Naiara franziu levemente a testa.

— Eu não sou irmã dele.

A paciência do oficial parecia estar se esgotando.

— A situação é a seguinte: o seu irmão se envolveu em uma briga e agora está prestando depoimento. É melhor você vir até aqui para não dificultar o nosso trabalho.

Naiara dirigiu até a delegacia.

De longe, avistou Pedro sentado, com o rosto coberto de hematomas e inchaços. Uma sensação de irrealidade a atingiu de repente.

Fazia tanto tempo que não o via que ela quase havia se esquecido da existência desse irmão.

Naiara caminhou até ele.

Pedro levantou os olhos, abriu um sorriso torto e provocou:

— Eu sabia que você não ia me deixar na mão. Tinha certeza de que viria.

Naiara estreitou os olhos.

— Você por acaso se esqueceu de que eu não faço mais parte da família Jasmim? A sua mãe cortou laços comigo de forma definitiva. Por que você mandou eles me ligarem?

Pedro tocou o hematoma em sua testa com uma careta de dor.

— Aquele acordo foi entre você e a mamãe, não comigo. Eu não te expulsei da família Jasmim, então você continua sendo a minha irmã.

Naiara desviou o olhar para o homem sentado do outro lado da sala.

O rosto dele também estava cheio de machucados; os dois pareciam ter se destruído de forma igual.

— O que aconteceu? — ela perguntou.

Pedro respondeu com desdém e preguiça.

— Encontrei com ele bebendo num bar. O cara estava falando muita merda, não fui com a cara dele e a gente caiu na porrada.

— Você bateu primeiro?

Pedro deu de ombros, sem se importar.

— Fui, sim. Já estava aguentando aquele idiota há um tempão. Achei até que demorei para bater nele.

Naiara deu um chute forte na perna dele.

Pedro soltou um grito de dor.

— Ai! Minha perna também está machucada, sabia?!

Sem sentir um pingo de pena, Naiara deu as costas e caminhou até o homem do outro lado da sala.

Ele parecia ter a mesma idade de Pedro. O sangue que havia escorrido do canto de sua boca já estava seco, mas ele nem sequer havia se dado ao trabalho de limpar.

Naiara perguntou diretamente a ele:

— Foi ele quem te agrediu primeiro?

— Não é. Só curiosidade mesmo.

— Não sei — ele respondeu secamente.

Naiara não se ofendeu. Ela se afastou e foi falar com o delegado.

O oficial explicou que os dois já haviam chegado a um acordo. Bastava pagar a multa e assinar os papéis para que fossem liberados.

Naiara apontou para o desconhecido.

— Aquele ali... tem alguém vindo para buscá-lo?

O policial lançou um olhar de pena na direção do homem.

— Disse que é órfão. Não tem família nem conhecidos.

Naiara tomou a decisão.

— Eu pago a fiança dele. Vou levá-lo comigo.

O policial concordou.

— Certo, assim fica mais fácil para nós. Então você vai pagar a multa dos dois?

Naiara manteve a expressão neutra.

— Não. Só vou pagar a de um deles.

O oficial olhou para ela, completamente perplexo.

— Você não vai levar o seu próprio irmão?

Naiara abriu um sorriso frio e distante.

— Não.

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