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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 339

O ar pesou de repente, mergulhado em um silêncio absoluto.

Fábio levou um bom tempo para processar o que acabara de ouvir.

Isadora queria morrer de tanta vergonha.

Como é que ela tinha deixado aquilo escapar?

Furiosa consigo mesma, ela deu um tapa em Fábio, deitou-se de supetão e puxou o edredom até a cabeça, escondendo-se completamente.

Fábio finalmente voltou a si.

Ele puxou uma ponta da coberta, abrindo uma fresta para olhar para ela.

— Tá de brincadeira? Você fez cirurgia de reconstituição?

Uma mulher que trocava de namorado mais rápido do que trocava de roupa ainda era virgem?

Aquilo era inacreditável.

Lembrando-se do beijo que trocaram na boate, Fábio começou a duvidar de suas próprias impressões. Uma técnica de beijo tão desajeitada e inexperiente definitivamente não parecia a de uma veterana.

Será que era verdade mesmo...?

A voz abafada de Isadora soou por baixo das cobertas.

— Fábio, se você quiser morrer agora, eu te faço esse favor.

— É sério isso? Você não está mentindo para mim, está? — ele perguntou, incrédulo.

— Se eu estiver mentindo, que um raio caia na minha cabeça! — rebateu Isadora.

Um pensamento malicioso cruzou a mente de Fábio.

— Que tal me deixar verificar, então? Só testando para saber se é verdade ou não.

Debaixo do edredom, Isadora deu um chute nele.

Fábio tomou um susto e se encolheu.

— Ei! Cuidado com as joias da família!

— Seria ótimo se eu estragasse. Assim a gente virava melhores amigas — ela resmungou.

A mão de Fábio escorregou para debaixo das cobertas, provocando-a.

— Vira para cá, vamos conversar.

Isadora se contorceu, fugindo das cócegas. Enquanto debatia pernas e braços sem parar, sentiu que havia esbarrado em algo.

Ela se assustou e rapidamente se encolheu para o outro lado da cama.

Bem... ela podia não ter experiência prática, mas não era ingênua a ponto de não saber como o corpo de um homem funcionava.

O rosto de Isadora corou intensamente.

— Cai fora!

Fábio deu uma risada de excelente humor.

— Essa é apenas a reação matinal de um homem perfeitamente saudável.

Isadora não respondeu. Ela tentou se levantar para procurar suas roupas, mas, ao olhar em volta, não encontrou nada.

Vendo que ele não oferecia resistência, Isadora perdeu a coragem de continuar machucando-o e soltou a mão dele.

— Fábio.

— Hum?

— Que tal a gente tentar ficar junto?

Fábio hesitou por alguns segundos.

— Querendo me usar como distração?

— Talvez seja porque faz muito tempo que não namoro, e por isso acabo pensando em pessoas e coisas que não deveria — justificou Isadora. — Melhor arrumar um romance de uma vez para ocupar a cabeça.

Fábio pegou o maço de cigarros no criado-mudo, puxou um e colocou nos lábios. Mas não o acendeu.

Isadora estendeu a mão, tirou o cigarro da boca dele e o observou entre os dedos.

— Isso aqui realmente ajuda a aliviar a cabeça?

— Quer tentar? — ele desafiou.

— Tudo bem, eu tento.

Dizendo isso, ela levou o cigarro à boca.

Fábio o arrancou de sua mão num movimento rápido.

— Porra, você ia fumar mesmo! Quer apanhar?

Ele jogou o cigarro longe, puxou Isadora com força contra o próprio peito e acariciou seus lábios vermelhos e convidativos com o polegar. Quando falou, sua voz estava rouca.

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