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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 338

O jantar terminou e todos começaram a deixar o camarote.

Nas costas de Fábio, havia um peso extra: Isadora.

Ela já estava completamente apagada, vítima do excesso de álcool.

Fábio reclamou:

— Dava muito bem pra jogar essa garota aqui mesmo e ir embora. Quem mandou a gente se importar com ela?

Apesar das palavras duras, ele ajeitou o corpo dela em suas costas com cuidado, morrendo de medo de deixá-la cair.

Afonso lançou um olhar para a figura de Naiara, que andava um pouco mais à frente, e abaixou a voz.

— Está feliz agora?

Fábio sabia muito bem do que ele estava falando.

— Ganhei um carro esportivo de graça, como eu não estaria feliz?

Para Afonso, um carro a mais ou a menos não fazia a menor diferença. Ele não estava com raiva, apenas achava graça da ousadia.

— Usar as minhas coisas para me extorquir... só você para ter uma ideia dessas.

— Então agora eu vou te contar como eu consegui esse colar. Tenho certeza de que é isso que você quer saber. — retrucou Fábio.

Fábio então contou com detalhes como havia descoberto o colar com Vitória.

O fato de Vitória ter sido assaltada, naturalmente, fora obra dos homens de Fábio.

Afonso ficou em silêncio por alguns segundos.

— Obrigado.

Fábio o olhou de soslaio, cruzando os braços.

— Pode parar de usar essa palavra comigo? Fico com a impressão de que você está pronto para abandonar os amigos por causa de mulher.

— Não estou agradecendo por ter recuperado o colar. — respondeu Afonso.

Ele estava agradecendo por todo o resto...

Fábio soltou um sorriso amargo.

— Se você sabe que não tem futuro, por que insistir? É procurar sofrimento à toa.

Um traço fugaz de tristeza cruzou o olhar de Afonso.

— Você tem razão.

Fábio piscou, surpreso.

— Eu não estava falando de você, estava falando de mim. Quanto a você, acho que ainda dá para insistir mais um pouco.

Afonso fixou o olhar nas costas delicadas que caminhavam à frente.

— Ser apenas amigo... já é o bastante.

Pelo menos, ela ainda estava ali.

Para ele, aquilo já era o suficiente.

No dia seguinte.

Isadora acordou com a cabeça latejando, sentindo como se fosse explodir.

Ao abrir os olhos pesados de sono, percebeu que absolutamente tudo ao seu redor era estranho.

Obviamente, ela não estava em casa.

O pânico bateu, e Isadora sentou-se na cama de um salto.

Quando virou o rosto, o sangue gelou: havia mais alguém debaixo do edredom.

A pessoa estava coberta até a cabeça, impossível de identificar.

Isadora respirou fundo, agarrou a ponta do tecido e puxou.

Fábio estava dormindo profundamente, sem camisa.

Cerrando os dentes, Isadora jogou o próprio lado do edredom para trás.

Ela estava vestindo apenas sutiã e calcinha. Nada mais.

Isadora puxou o ar bruscamente e, sem pensar duas vezes, desferiu um tapa sonoro no braço do homem adormecido.

Fábio odiava ser acordado e despertou em fúria.

— Que merda é essa?! Quem está querendo morrer logo cedo?!

Mas, ao dar de cara com os olhos arregalados e mortais de Isadora, ele abriu um sorriso largo e preguiçoso.

— Bom dia, princesa. Já acordou?

Isadora forçou a voz a sair por entre os dentes cerrados.

— Onde eu estou?

Fábio bocejou espreguiçando-se.

— Na minha casa. É a sua primeira vez aqui, né? Daqui a pouco eu te dou um tour.

Tour o escambau!

— O que eu estou fazendo na sua casa?!

— Ué, eu te trouxe.

As sobrancelhas de Isadora se juntaram num vinco furioso.

Mentiroso!

Fácil não, ele era o próprio perigo!

Isadora estava a ponto de chorar, sentindo o ar faltar nos pulmões.

— Para de mentir pra mim! As minhas roupas ainda estão aqui!

Fábio levantou a ponta do edredom propositalmente.

— Essas duas pecinhas que sobraram... fui eu quem colocou em você depois de tudo.

Isadora fechou os olhos.

Que dor de cabeça!

Estava doendo muito!

Não conseguia se lembrar de absolutamente nada! Era enlouquecedor.

Será que ela realmente tinha...

Não. Espera.

Isadora pareceu soltar o ar preso no peito.

— Fábio, para de tentar me enganar.

Ele sorriu de canto.

— Eu estou falando a verdade. Se não acredita, não posso fazer nada. Que tal a gente tentar de novo? Quem sabe assim você lembra?

Isadora revirou os olhos.

— Vai à merda! Nós não transamos coisa nenhuma!

— Tem certeza? — insistiu Fábio.

— Claro que tenho!

— Vai fingir que não aconteceu para não assumir a culpa?

Isadora pegou um travesseiro e bateu nele.

— É a minha primeira vez! Como é possível eu não ter sentido absolutamente nada?!

Fábio jogou o travesseiro para o lado.

— Depois que acaba, queria sentir o quê?

Isadora gritou, perdendo a linha:

— Eu sou virgem, seu idiota! Como eu não sentiria nada?!

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