Naiara e Isadora haviam marcado de se encontrar na entrada principal do shopping.
Quando Naiara chegou, surpreendeu-se ao ver que Fábio estava lá também.
Ele estava escorado, com o cotovelo apoiado no ombro de Isadora, parecendo íntimo como um velho amigo.
Isadora apressou-se em explicar:
— Eu estava saindo de casa quando esse encosto me ligou. Descobriu que íamos dar uma volta e implorou para vir junto. Insuportável!
Fábio exibia um sorriso tranquilo e descarado.
— Eu não tinha nada melhor para fazer mesmo.
Naiara não se importou.
— Ótimo, ganhamos um carregador de sacolas particular.
Isadora entrelaçou o braço no de Naiara e deu uma risadinha.
— Foi exatamente o que eu pensei. Vamos!
Não demorou muito para que as mãos de Fábio ficassem cheias de sacolas de grife.
— Com licença, Srta. Isadora, mas só se passaram vinte minutos e você já comprou metade da coleção de outono. Planeja comprar o shopping inteiro?
Segurando um copo de café especial, Isadora transbordava bom humor.
— O dinheiro é meu, eu compro o que eu quiser.
— Olhe para a Naiara — Fábio provocou. — Até agora não comprou nada. Um exemplo de virtude e economia.
Naiara sorriu de canto.
— Sou pobre.
Ele ergueu as sobrancelhas para ela, galanteador.
— Querida, se quiser alguma coisa, é só pedir. O titio aqui compra para você.
— Eu também quero — intrometeu-se Isadora.
— Vai catar coquinho — rebateu ele.
— Olha só, traição na minha cara! — Isadora debochou. — E pensar que foi você quem veio me lembrar que somos, tecnicamente, namorados de mentira.
Fábio deu um sorriso safado.
— Perto da Naiara, por favor, contenha o seu charme.
Isadora fez um movimento ameaçando jogar o café nele.
Naiara, espremida no meio dos dois, não sabia se ria ou se balançava a cabeça em reprovação.
Mas, no fundo, gostava daquilo. Aquelas pequenas trocas de farpas divertidas traziam uma leveza que a fazia se sentir viva.
Enquanto passavam por uma luxuosa boutique masculina, Fábio deu um sobressalto.
— Quase me esqueci! O aniversário do Afonso está chegando, preciso comprar um presente para ele.
Fábio saiu correndo pelo corredor, rindo.
Mas a perseguição não durou muito.
Isadora parou bruscamente, o rosto contorcido de desgosto ao ver quem vinha na direção deles.
Naiara também a reconheceu.
As duas gritaram em uníssono:
— Fábio!
— Fábio!
Fábio, distraído olhando para trás, trombou violentamente com a pessoa à sua frente.
Vitória quase foi ao chão.
Ele estava prestes a pedir desculpas instintivamente, mas, ao ver o rosto arrogante da irmã de Carlos, mudou de postura na mesma hora.
— Ora, ora, se não é a Srta. Vitória. Fazendo compras sozinha? Que abandono, não tem mais bajuladores para carregar sua bolsa?
Vitória, que já estava furiosa por ter sido esbarrada, ficou indignada ao ver o tom de deboche.
— Que falta de classe! Trombou comigo e nem tem a decência de pedir perdão!
Cruzando os braços, Fábio abriu um sorriso provocador.
— Ah, perdão, esqueci que você não está sozinha. Tem alguém te seguindo de perto, então você nunca está verdadeiramente solitária.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...