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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 320

Naiara e Isadora haviam marcado de se encontrar na entrada principal do shopping.

Quando Naiara chegou, surpreendeu-se ao ver que Fábio estava lá também.

Ele estava escorado, com o cotovelo apoiado no ombro de Isadora, parecendo íntimo como um velho amigo.

Isadora apressou-se em explicar:

— Eu estava saindo de casa quando esse encosto me ligou. Descobriu que íamos dar uma volta e implorou para vir junto. Insuportável!

Fábio exibia um sorriso tranquilo e descarado.

— Eu não tinha nada melhor para fazer mesmo.

Naiara não se importou.

— Ótimo, ganhamos um carregador de sacolas particular.

Isadora entrelaçou o braço no de Naiara e deu uma risadinha.

— Foi exatamente o que eu pensei. Vamos!

Não demorou muito para que as mãos de Fábio ficassem cheias de sacolas de grife.

— Com licença, Srta. Isadora, mas só se passaram vinte minutos e você já comprou metade da coleção de outono. Planeja comprar o shopping inteiro?

Segurando um copo de café especial, Isadora transbordava bom humor.

— O dinheiro é meu, eu compro o que eu quiser.

— Olhe para a Naiara — Fábio provocou. — Até agora não comprou nada. Um exemplo de virtude e economia.

Naiara sorriu de canto.

— Sou pobre.

Ele ergueu as sobrancelhas para ela, galanteador.

— Querida, se quiser alguma coisa, é só pedir. O titio aqui compra para você.

— Eu também quero — intrometeu-se Isadora.

— Vai catar coquinho — rebateu ele.

— Olha só, traição na minha cara! — Isadora debochou. — E pensar que foi você quem veio me lembrar que somos, tecnicamente, namorados de mentira.

Fábio deu um sorriso safado.

— Perto da Naiara, por favor, contenha o seu charme.

Isadora fez um movimento ameaçando jogar o café nele.

Naiara, espremida no meio dos dois, não sabia se ria ou se balançava a cabeça em reprovação.

Mas, no fundo, gostava daquilo. Aquelas pequenas trocas de farpas divertidas traziam uma leveza que a fazia se sentir viva.

Enquanto passavam por uma luxuosa boutique masculina, Fábio deu um sobressalto.

— Quase me esqueci! O aniversário do Afonso está chegando, preciso comprar um presente para ele.

Fábio saiu correndo pelo corredor, rindo.

Mas a perseguição não durou muito.

Isadora parou bruscamente, o rosto contorcido de desgosto ao ver quem vinha na direção deles.

Naiara também a reconheceu.

As duas gritaram em uníssono:

— Fábio!

— Fábio!

Fábio, distraído olhando para trás, trombou violentamente com a pessoa à sua frente.

Vitória quase foi ao chão.

Ele estava prestes a pedir desculpas instintivamente, mas, ao ver o rosto arrogante da irmã de Carlos, mudou de postura na mesma hora.

— Ora, ora, se não é a Srta. Vitória. Fazendo compras sozinha? Que abandono, não tem mais bajuladores para carregar sua bolsa?

Vitória, que já estava furiosa por ter sido esbarrada, ficou indignada ao ver o tom de deboche.

— Que falta de classe! Trombou comigo e nem tem a decência de pedir perdão!

Cruzando os braços, Fábio abriu um sorriso provocador.

— Ah, perdão, esqueci que você não está sozinha. Tem alguém te seguindo de perto, então você nunca está verdadeiramente solitária.

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