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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 311

A última coisa que ela queria era que Afonso "não poupasse esforços".

Felícia refletiu mais um pouco e ainda sentia um leve receio.

— E tem a sua barriga. Daqui a alguns meses, vai começar a aparecer. De forma alguma a família Lucca pode descobrir. Se souberem, com certeza vão brigar pela guarda da criança.

Naiara tocou o abdômen ainda perfeitamente liso.

Deveria ela contar à Felícia sobre a identidade do pai biológico do bebê?

Naiara pensou por um longo tempo.

Esquece. Melhor deixar isso para depois.

O jantar estava marcado para as sete da noite.

Mas às seis e meia, Naiara já havia chegado.

Ela estacionou o carro na garagem.

Assim que soltou o cinto de segurança, ouviu batidas no vidro.

Ao erguer os olhos, viu que era Afonso.

Naiara abriu a porta e desceu do veículo.

— Você também chegou cedo?

— Te mandei uma mensagem — respondeu Afonso.

— Desculpe, eu estava dirigindo, então não olhei o celular.

Afonso sorriu com naturalidade.

— É um bom hábito. Continue assim.

Naiara notou que ele segurava uma sacola grande e aparentemente pesada.

— O que é isso?

— Eu disse que cuidaria do presente.

— Parece pesado. O que tem aí dentro?

— Um tabuleiro de xadrez.

Um tabuleiro de xadrez?

— O maior hobby do tio Leonardo é jogar xadrez. Se der isso a ele, vai ficar tão animado que perderá o sono de alegria.

Naiara sentiu-se um pouco constrangida.

— Fiz você gastar dinheiro à toa. Era minha obrigação providenciar isso.

Os olhos de Afonso brilharam, e ele não conseguiu evitar de encará-la um pouco mais.

— Você hoje...

Naiara, achando que havia algo errado com suas roupas, ficou imediatamente tensa.

— Está um pouco casual demais?

Os lábios de Afonso se curvaram ligeiramente.

— Ficou linda.

Ela estava com uma beleza pura e delicada. Havia um brilho nos olhos dela, uma aura travessa e, ao mesmo tempo, uma pureza intocável.

Ela realmente se parecia com alguém.

Naiara fez uma leve mesura de respeito.

— Tia, boa noite. Eu sou Naiara.

Belmira emanava um ar acolhedor e gentil.

— Vamos comer primeiro e conversamos depois, senão a comida vai esfriar. Hoje preparei muitos pratos que você gosta.

Que ela gostava?

Belmira lançou um olhar cúmplice para Afonso.

— Antes mesmo de vocês chegarem, o Afonso me mandou uma mensagem com um cardápio completo, dizendo tudo o que você gosta de comer e o que deveria evitar. Eu prestei atenção a cada detalhe, então fique tranquila. Não coloquei nada de pimenta ou temperos fortes.

Naiara sentiu-se ao mesmo tempo tocada e profundamente constrangida.

Era sua primeira vez jantando na casa deles, e ela já estava causando tanto trabalho... isso era demais.

E esse Afonso... não tinha jeito.

Naiara lançou a Afonso um olhar sutil de repreensão.

Afonso apenas sorriu de canto.

— Na verdade, não é que ela goste. O motivo principal é que eu gosto. Faz muito tempo que não como a comida da tia, então quis aproveitar para matar a saudade.

Belmira percebeu tudo, mas preferiu não comentar.

— Tudo bem, contanto que você goste. Venham logo, vamos jantar.

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