Franciely desconfiava, até certo ponto, de que Carlos estava apenas dando desculpas.
Ela chegou a pensar em repreendê-lo.
Mas logo mudou de ideia.
O divórcio já estava concretizado, e ela não queria sufocá-lo ainda mais. Do contrário, a relação entre avó e neto ficaria cada vez mais fria e insustentável.
— Então vá cuidar dos seus negócios. Esta noite, eu comemorarei adequadamente com a sua mãe e a Adriana. Quando for embora, não se esqueça de levar o presente do Sr. Leonardo.
Ao sair pela porta, o celular tocou. Era Ronaldo.
Carlos estava desesperado pelos resultados.
— E então?
— Ainda não conseguimos descobrir nada. Também não há como provar que a antiga senhora... digo, a Srta. Naiara, seja a tal 'Tempestade'.
Carlos sentiu que estava prestes a enlouquecer.
Aquela mulher maldita simplesmente jogou uma frase no ar e desapareceu!
Ela estava blefando ou falando a verdade?
Se fosse mentira, como uma mulher que nunca colocava os pés fora de casa saberia da existência de "Tempestade"?
Uma infinidade de dúvidas orbitava na mente de Carlos, deixando-o completamente perturbado.
Beber para esquecer as mágoas tornou-se sua única válvula de escape.
Zuleica estava sentada ao lado dele, observando-o virar um copo após o outro, tentando contê-lo com uma voz suave.
— Você já bebeu demais.
Carlos a encarou com o semblante sombrio.
— Até você quer me controlar?
— Não quero te controlar, apenas me preocupo com você. Afinal, bebida em excesso faz mal à saúde.
Os dedos de Carlos, que seguravam o copo, apertaram o vidro com força.
— Eu me divorciei.
— Hum — respondeu Zuleica.
— Parece muito irreal.
— Irreal?
Carlos pousou o copo na mesa de centro, esticou as pernas sobre ela e afundou o corpo no sofá.
Sua expressão era um misto de emoções complexas, o vinco entre as sobrancelhas nunca cedendo.
— É como se o divórcio não tivesse acontecido. Como se ela ainda fosse minha esposa.
— O fato é que vocês já estão divorciados — pontuou Zuleica.
Uma tristeza pálida passou pelos olhos de Carlos.
Uma marca nítida ficou gravada na pele delicada.
Zuleica franziu a testa de dor, mas não soltou um único gemido.
— A casa já está alugada. Nos próximos dias, arrume suas coisas, saia daqui e vá morar lá.
— E sobre a floricultura... espere mais uns dias. A empresa está muito focada na exposição e na competição de robôs de IA, estou ocupado demais no momento.
Zuleica soltou um suspiro quase inaudível.
— Tudo bem, farei como você diz.
Carlos apertou as bochechas dela com os dedos.
— Boa garota.
Assim que as palavras saíram de sua boca, seu olhar recaiu no decote profundo dela.
A fartura dos seios estava colada ao corpo dele. O toque perfeito, que ele já havia provado inúmeras vezes, fez a mente de Carlos vacilar.
Sem conseguir se conter, sua mão deslizou para dentro da roupa de Zuleica.
Ela estremeceu, sentindo o corpo todo arrepiar.
Tomados pela intensidade do momento, os dois rolaram no sofá.
Enquanto se entrelaçavam em meio ao frenesi, Zuleica ouviu Carlos sussurrar em seu ouvido, chamando um nome com uma devoção profunda e esquecida de si mesmo:
— Naiara.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...