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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 299

Carlos empurrou Naiara bruscamente, afastando-se dela.

— Você armou uma armadilha para me fazer falar?

Naiara enxugou as lágrimas do rosto. Seu olhar agora era puro gelo.

— Então a minha intuição estava certa. Foi mesmo a Vitória.

Qualquer traço de ternura desapareceu do rosto de Carlos.

— Naiara, eu realmente te subestimei. Que excelente atuação.

Ele arrumou a postura, arrogante novamente.

— Mas e daí? O que as minhas palavras de agora provam na prática?

Naiara deu um sorriso amargo.

Num movimento rápido, ela levantou a mão e desferiu um tapa estalado no rosto de Carlos.

— Carlos! Você não tem coração?! A vida de uma pessoa não vale absolutamente nada para você?!

Carlos passou a língua pelos lábios, o rosto virado pelo impacto, os olhos escurecendo de fúria.

Naiara avançou, agarrando o colarinho dele com as duas mãos, as juntas dos dedos brancas pela força.

— Carlos! A sua irmã é uma assassina, e você a protege e acoberta! Você é cúmplice! A família Lucca inteira não passa de um bando de monstros! Uma corja de assassinos a sangue frio!

Os olhos de Naiara estavam injetados. A raiva e a dor acumuladas explodiam de seu peito, fazendo com que perdesse completamente o controle.

Carlos agarrou os pulsos dela, arrancou as mãos de sua camisa e a empurrou com violência.

— Naiara! Eu sei que você está sofrendo! Mas você não pode jogar a culpa na Vitória e na minha família só porque está de luto! A morte da sua mãe não tem nada a ver com a Vitória!

Naiara cambaleou para trás, apoiando-se no balcão.

— Há. Eu sabia que você nunca admitiria em público. O meu objetivo hoje não era fazer você confessar. Eu só queria confirmar para mim mesma se a minha suspeita estava certa.

Ela o encarou com um ódio cortante.

— Carlos, eu não vou deixar isso barato! Eu vou encontrar as provas! Eu vou fazer com que a sua irmãzinha preciosa pague pelo que fez! Ela vai para a cadeia!

Carlos não demonstrou a menor preocupação.

— Vá em frente. Tente encontrar alguma prova.

Naiara trincou os dentes, com um olhar que parecia querer perfurar o rosto dele.

Os dois ficaram se encarando em um silêncio tenso.

Aos poucos, a raiva de Carlos começou a se dissipar, sendo substituída por uma pontada de pena.

Naiara desabou no chão.

O apartamento mergulhou em um silêncio sepulcral.

Ela quase podia ouvir as batidas do próprio coração. Corpo e alma doíam de forma insuportável, como se o seu peito estivesse sendo rasgado ao meio.

Ela não entendia por que as coisas tinham chegado a esse ponto.

Encolhida no chão frio, parecendo uma marionete com os fios cortados, Naiara enterrou o rosto entre os joelhos. O que começou como um choro abafado transformou-se em soluços desesperados e incontroláveis.

Durante o enterro da mãe, ela não havia derramado uma única lágrima.

Na hora, ela achou que era porque as duas não tinham tido tempo de criar intimidade, de construir um vínculo profundo.

Mas a verdade era que o seu coração simplesmente estava anestesiado pelo choque.

Em meio ao transe de seu desespero, ela sentiu alguém se aproximar.

Uma voz familiar ecoou acima de sua cabeça.

Só que, dessa vez, não trazia a costumeira gentileza.

Havia um tom duro. Uma irritação contida.

— É assim que você resolve os seus problemas?

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