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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 298

Naiara hesitou por um segundo.

Ela não sabia se o que estava fazendo era certo ou errado.

Só sabia que precisava usar todos os meios necessários para arrancar a verdade dele.

— Durante muito tempo, acreditei que a culpa pela morte do meu pai fosse sua. Por causa disso, eu senti um ódio profundo por você naquela época. Mas, desde que descobri que a verdadeira culpada foi a Luciana, senti que te devia um pedido de desculpas.

Carlos segurou a mão de Naiara.

O toque familiar e suave lhe trouxe uma sensação de satisfação que ele não sentia há muito tempo.

— O importante é que agora você sabe que não fui eu. Quanto às desculpas, não preciso delas. Naiara, sabe de uma coisa?

O polegar de Carlos começou a acariciar lentamente as costas da mão dela.

— Naquele dia em que você me entendeu mal, a razão de eu ter ficado tão furioso foi porque eu tive medo. Medo de que o seu mal-entendido a fizesse me odiar de verdade.

Ele deu mais um passo, diminuindo a distância entre os dois.

— Porque, no momento em que você me odiasse, você se afastaria cada vez mais. E eu odeio a sensação de ver você se afastar. Mesmo estando divorciados, eu ainda quero que você fique ao meu lado.

Não satisfeito em apenas segurar a mão dela, Carlos tentou puxá-la para um abraço.

— Naiara, eu percebi que, sem você, me sinto muito incomodado. Diga-me, será que eu me apaixonei por você?

O rosto de Naiara permaneceu perfeitamente impassível.

Amor?

Aquela era, de longe, a maior piada que ela já ouvira!

E a declaração mais nojenta também.

Ele a havia machucado até não sobrar nada além de cicatrizes, e agora queria falar de amor?

Absolutamente patético.

Apesar da repulsa que revirava seu estômago, Naiara se forçou a não empurrá-lo.

— Como eu já disse, é só a falta de costume inicial. Daqui a pouco, isso passa.

— Não — discordou Carlos, a mão agora deslizando pelas costas dela. — Não vai passar. Isso não é só uma questão de costume.

Ele baixou o tom de voz, assumindo aquele ar dominante.

— Naiara, prometa-me uma coisa. Nós nos divorciamos no papel, mas não precisamos nos separar de verdade, está bem?

Ele continuou, arrogante em sua "generosidade".

— Se você não gosta de morar neste apartamento, eu compro uma casa nova para você. A partir de agora, sempre que eu tiver tempo livre, venho te fazer companhia. Tudo o que eu fiquei te devendo no passado, vou compensar aos poucos daqui para frente.

— Eu achei que os céus finalmente tinham tido pena de mim. Achei que, daqui em diante, eu poderia ter uma vida tranquila e feliz com a minha mãe. Eu achei que...

Cada respiração parecia puxar um nervo ligado à sua dor.

— Eu não entendo por que o destino brincou comigo desse jeito. Me deu o maior presente da minha vida, só para arrancá-lo de mim tão rápido.

Ela ergueu os olhos vermelhos para ele.

— E o que eu menos esperava era que a pessoa que tirou a vida da minha mãe fosse a sua irmã.

Carlos soltou um longo suspiro, tentando apaziguá-la.

— A Vitória não fez por mal. Eu peço desculpas no lugar dela.

Naiara travou o maxilar e disparou, precisa:

— Então... foi realmente a Vitória quem estava dirigindo? Aquele motorista que se entregou era só um bode expiatório?

Só então a ficha caiu.

Droga!

Ele estava tão imerso no drama e nas lágrimas dela que as palavras simplesmente escaparam de sua boca.

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