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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 244

Carlos apertou os punhos com tanta força que os ossos estalaram no silêncio da sala.

— Naiara, precisa mesmo ser assim? Por que não podemos terminar tudo de forma pacífica?

Naiara riu com desdém.

— Terminar de forma pacífica? A sua família pisou na minha dignidade como se eu fosse lixo, e agora você me pede uma separação amigável? Acha mesmo que vai sair barato assim?

Carlos trincou a mandíbula.

— Eu abro uma exceção. Se você retirar o processo, falarei com a minha avó e aumento a compensação do divórcio para um bilhão.

— Naiara, um bilhão é dinheiro suficiente para você gastar pelo resto da vida.

Ele tinha certeza de que a oferta a faria recuar.

Contudo, ela manteve uma expressão perfeitamente serena. Seus lábios bem desenhados curvaram-se em um arco de profundo escárnio antes de sussurrar:

— Não faço questão.

Carlos soltou um riso sarcástico.

— Você não faz questão de um bilhão? Naiara, você está tentando se fazer de difícil comigo? A família Jasmim já te abandonou. Se você sair da família Lucca, você ficará sem um tostão e não tem habilidade para nada. Como acha que vai sobreviver?

Naiara apoiou o queixo nas mãos, piscando seus grandes e úmidos olhos com uma ironia infantil.

— Como eu vou sobreviver? Ah, você descobrirá em breve.

Encarando aquele rosto delicado e provocador, Carlos não sabia mais se sentia raiva ou impotência.

Ele soltou um suspiro pesado, e sua voz assumiu um tom quase brando.

— Naiara, pare com essa loucura, por favor. Vamos seguir com o que combinamos. Assinamos o divórcio tranquilamente, e no futuro... eu prometo que trago você de volta para mim.

Os lábios macios de Naiara se abriram novamente.

— Não faço questão.

Carlos a fulminou com o olhar por um longo minuto.

Não havia mais o que fazer.

— Ótimo, então que seja assim!

Ele se levantou bruscamente, pronto para ir embora e bater a porta.

Foi então que Naiara curvou levemente os lábios.

— Mas... considerando o fato de que já fomos marido e mulher, não digo que não haja margem para negociação.

Carlos parou e olhou para trás, perplexo.

— Você está brincando com a minha cara.

Naiara sorriu, um sorriso indecifrável.

— Porque a Luciana jamais venderia para mim. Mas ela vai vender para você. Eu sei muito bem que vocês já estão negociando os valores. Assim que chegarem a um acordo, o contrato será assinado.

Carlos repassou a informação na mente até finalmente compreender.

— Você armou esse circo todo na Justiça... só para recuperar o Grupo Jasmim?

Naiara parou de rodeios.

— Exatamente. Eu quero o Grupo Jasmim.

Carlos soltou uma gargalhada repentina.

Mas era uma risada carregada de escárnio.

— Você se superestima demais. Você acha mesmo que, só com uma intimação judicial de divórcio, vai me obrigar a te entregar o Grupo Jasmim? Você não acha que está sonhando alto demais?

— Se estou sonhando acordada ou não, o tempo dirá. Por que a pressa em dar a última palavra, Senhor Carlos?

Aquelas duas palavras, "Senhor Carlos", proferidas com tanta frieza, deram um aperto inexplicável no coração dele.

A mulher sentada à sua frente ainda era a sua esposa.

Ela estava tão perto, mas parecia estar do outro lado de um abismo infinito.

Antes, quando ela rastejava por sua atenção, ele a achava um estorvo e desejava que sumisse da sua vista.

Agora que ela estava fria, distante e prestes a ir embora de verdade, por que... por que o peito dele doía tanto?

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