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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 243

Karina virou as costas e saiu, pisando duro.

Franciely e Wilson se trancaram no escritório.

Ninguém sabia que tipo de aliança perversa havia sido selada lá dentro, mas não demorou muito para que Wilson saísse com um olhar satisfeito e fosse embora.

...

Quando Felícia ouviu as batidas agressivas na porta, soube imediatamente que era Carlos.

Naiara estava sentada à mesa de jantar, saboreando a sopa que Felícia havia preparado, e falou sem a menor pressa:

— Felícia, vá para o quarto e faça companhia para a minha mãe. Não deixe que o Carlos a veja.

A empregada hesitou, apreensiva.

— Senhorita Naiara, será que ele não vai tentar te machucar? Pelo jeito que ele está esmurrando a porta, ele parece um demônio enfurecido.

— Não se preocupe, não vai me acontecer nada. Vá para o quarto. Eu atendo a porta.

Somente depois de ver Felícia se trancar no quarto, Naiara se levantou e caminhou a passos lentos até a entrada.

Ao abrir, deu de cara com Carlos exalando fúria, com uma expressão diabólica, parecendo pronto para devorá-la viva.

Naiara lançou-lhe um olhar indiferente, de pura apatia, e virou as costas, voltando para dentro.

Carlos avançou e agarrou o braço dela com violência.

— Qual é a porra do seu problema?!

Naiara sequer tentou se soltar.

— O que significa? Você não viu a correspondência? Estou abrindo um litígio de divórcio. O senhor tem dificuldade de interpretar algumas palavras simples?

Com um puxão firme, ela se desvencilhou do aperto dele, voltou a sentar-se à mesa, pegou a colher e continuou a tomar sua sopa.

Ver aquela atitude desdenhosa e relaxada fez o sangue de Carlos ferver ainda mais.

— Nós não tínhamos combinado de terminar tudo de forma amigável?! Você já assinou o acordo! O dinheiro cairia na sua conta sem faltar um único centavo! E agora você volta atrás com essa ceninha?! Naiara, você quer me destruir, é isso?!

— O senhor está dramatizando demais. Eu nunca quis destruí-lo. Eu só quero me divorciar.

— E EU JÁ DISSE QUE CONCORDO COM O DIVÓRCIO! — rosnou Carlos, desferindo um soco brutal contra a mesa.

Naiara apenas ergueu levemente os olhos.

— Esta é a minha casa. Se quebrar alguma coisa, o senhor terá que pagar pelos danos. Carlos, você se resume a isso? Dar chiliques e quebrar as coisas sempre que contrariado?

A raiva de Carlos estava além do limite.

— O Senhor Carlos realmente tem a memória muito curta.

— Pare de joguinhos! Fala de uma vez!

— Eu disse que a Naiara que você conhecia não era a verdadeira Naiara. Eu prometi que mostraria quem eu realmente sou. E eu disse que faria a família Lucca pagar, gota por gota, por cada humilhação e sofrimento que me causaram.

— Será que o Senhor Carlos se esqueceu de todas essas palavras?

Carlos ficou em silêncio, atordoado por alguns segundos.

— Então... essa é a sua vingança?

Naiara deu de ombros, com uma indiferença cortante.

— Pode-se dizer que sim.

O rosto de Carlos ficou lívido.

— Isso não vai te trazer benefício algum! Se você declarar guerra e romper com a família Lucca, você não verá a cor de um centavo! Acha que apenas eu serei o motivo de chacota?! Você, Naiara, também será destruída!

Naiara soltou a colher no prato, pegou um guardanapo, secou os lábios delicadamente e só então olhou no fundo dos olhos dele.

— Eu não dou a mínima para o que vai acontecer comigo. Desde que a vida de vocês se torne um inferno, para mim já basta.

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