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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 239

— Felícia, em alguns dias nós vamos nos mudar — anunciou Naiara.

— Mudar? Mas por que de repente?

— Vou levar você e a minha mãe para morarmos em um lugar maior.

— Lugar maior? Que lugar maior seria esse?

— O Residencial Perfume.

Residencial Perfume foi o apartamento de alto padrão que Thiago comprou secretamente no nome de Naiara antes de morrer. Com mais de duzentos metros quadrados e acabamento de luxo, seus quatro quartos seriam mais do que suficientes para acomodar as três. Thiago havia feito a transação escondido de Luciana, e como o imóvel ficava na zona sul de Rio Belo, ela não fazia a menor ideia da existência dele.

— Mas senhorita, você não vai começar a trabalhar na empresa do Sr. Afonso? Se nos mudarmos para a zona sul, o seu trajeto de ida e volta vai ficar enorme. Aqui é muito mais prático.

Naiara olhou para Miriam e sorriu, sentindo o coração aquecido.

— É só um pouco mais de trânsito, não tem problema. Dirigir até lá é tranquilo. Além disso, o Afonso já comprou um terreno na zona sul para expandir o centro de pesquisa. Logo mais, vai ser até prático para mim.

Felícia ponderou por um instante.

— Faz sentido. E mudando de lá, a gente se livra daquele Carlos aparecendo aqui dia sim, dia não.

Naiara riu. A forma como Felícia se referia a ele havia passado de "jovem mestre" diretamente para "aquele Carlos". Foi nesse momento que ambas perceberam que haviam ignorado completamente a presença de uma visita ilustre.

Afonso estava de pé no canto da sala, sem dizer uma única palavra. Naiara não conteve o riso.

— Por que você está tão quieto? Até me esqueci que você ainda estava aqui.

Afonso retribuiu com um sorriso contido.

— Já está tarde. Descansem. Eu vou indo.

Naiara o acompanhou até a porta.

— Afonso.

Ele parou de andar e virou-se levemente.

— Sim?

Naiara hesitou por um momento.

— Esses últimos dias... Sinto muito por ter dado tanto trabalho e arrastado você para os meus problemas.

— Não minta para mim! Eu vi você saindo do apartamento dela no meio da madrugada. Um homem e uma mulher, sozinhos... Acha que eu vou engolir essa história de que não aconteceu nada?

Afonso manteve a calma, imperturbável.

— Eu não preciso que a Srta. Vitória acredite em nada. Apenas sugiro que saiba avaliar o que deve e o que não deve ser dito. Tenha limite.

Uma ideia perversa brilhou na mente de Vitória, que se aproximou dele com um ar desafiador.

— Diga-me, se eu contar ao meu irmão que você está tendo encontros noturnos com aquela mulher, quais seriam as consequências para você?

Os olhos escuros de Afonso faiscaram na penumbra, frios como o gelo. O sorriso de canto que surgiu em seus lábios faria qualquer um estremecer.

— Você está me ameaçando?

Completamente alheia à aura assassina que emanava do homem à sua frente, Vitória achou que finalmente tinha a vantagem nas mãos e sorriu, triunfante.

— Pode chamar de ameaça, se quiser. Se não quiser que eu abra a boca por aí, então você vai ter que...

Antes que pudesse terminar a frase, uma sufocante falta de ar a atingiu. Vitória não conseguiu proferir mais nenhuma sílaba.

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