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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 223

— Por que não secou o cabelo?

— Fiquei com preguiça, minhas costas estão doendo um pouco — respondeu Naiara.

— Você deveria ter procurado alguém para vir com você, não deveria ter dirigido de tão longe sozinha. Você parece sempre esquecer que é uma mulher grávida — repreendeu Afonso.

— Eu não esqueci, só fiquei tão emocionada ao ouvir que minha mãe biológica ainda poderia estar viva que quis criar asas e voar até aqui.

Mas o resultado...

O coração de Naiara apertou novamente.

Esperava que a suposição deles não estivesse errada.

Esperava que os céus tivessem pena do desejo que ela nutria há vinte e oito anos por sua mãe biológica.

Afonso foi até o banheiro.

Naiara achou que ele tinha ido se lavar.

Mas ele saiu segurando um secador de cabelo.

— Você não pode dormir com o cabelo molhado, precisa secar.

A seriedade rígida dele era quase cômica.

Naiara sorriu e estendeu a mão para pegar o secador.

— Suas costas não estão doendo? Eu seco para você — disse Afonso.

Naiara congelou por um momento.

Aquilo parecia um tanto inadequado...

— Apenas encare como se o seu chefe estivesse sendo compreensivo com uma funcionária grávida.

Naiara ainda hesitou.

Afonso já havia ligado o secador na tomada e o segurava, pronto para começar.

Naiara arrastou-se um pouco mais para perto dele.

Afonso começou a secar o cabelo dela em silêncio.

Sua mão era leve e seus movimentos muito gentis; não puxou um único fio de cabelo, não causou dor alguma.

Naiara de repente se lembrou de algo.

Quando estava com Carlos, ela sempre fantasiava que aquele homem faria muitas coisas românticas por ela.

Como, por exemplo, secar o cabelo dela.

No fim, não houve uma única atitude romântica.

Mas de atitudes desprezíveis, ele estava cheio.

Agora, havia outro homem fazendo isso por ela, mas ela não podia se dar ao luxo de pensar demais.

Afinal, aquele homem jamais pertenceria a ela, Naiara.

José: [Então, vocês agora... também estão juntos?]

Afonso: [Ela está dormindo aqui do meu lado.]

José visualizou e entrou em pânico.

Após pensar muito a respeito, respondeu entredentes:

[Patrão, não importa o que o senhor faça, eu, José, sempre vou te apoiar. E pode ficar tranquilo, mesmo que usem todos os métodos de tortura em mim, eu jamais te trairei.]

Afonso ergueu o canto dos lábios.

[Houve um deslizamento de terra, chuvas fortes, todos os hotéis estão lotados. Só havia um quarto disponível. Mas felizmente, tem duas camas.]

José não se importava se era com uma ou duas camas.

[Patrão, só uma perguntinha discreta: como é a sensação de estar sozinho no mesmo quarto com a minha ídola?]

Afonso virou a cabeça e olhou para a mulher que dormia profundamente, com uma expressão repleta de ternura.

Os lábios de Naiara se moveram, murmurando algo inaudível.

No início, não deu para entender.

Até que a palavra "Mãe" escapou de seus lábios. O coração de Afonso deu um solavanco repentino.

Ele entendia perfeitamente o quanto Naiara ansiava por aquela palavra: "Mãe".

Que os céus permitissem que o sonho dela se realizasse.

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