Foi só depois das nove da noite que a área do desabamento foi liberada e o trânsito congestionado começou a se mover.
No entanto, devido à mudança de planos, eles não voltaram para Rio Belo. Em vez disso, encontraram um hotel nas proximidades para passar a noite.
Por causa da chuva forte e dos deslizamentos de terra, muitas pessoas não puderam continuar a viagem e também começaram a procurar hotéis na região.
O hotel lotou rapidamente.
A recepcionista informou que só restava um quarto, mas que tinha duas camas.
Naiara olhou para trás, para a escuridão lá fora, e tomou a iniciativa de perguntar a Afonso:
— Você se importa?
Afonso sorriu.
— Contanto que você não se importe, para mim está tudo bem.
Naiara pensou consigo mesma.
Ela estava prestes a se tornar uma mulher divorciada, por que diabos se importaria?
Ao entregar o cartão do quarto, a recepcionista comentou com um sorriso:
— Se vocês não quiserem dormir separados, podem juntar as duas camas.
A princípio, não era nada demais, mas, com o comentário da jovem, Naiara ficou instantaneamente constrangida.
Afonso pegou o cartão do quarto, imperturbável.
— Obrigado.
O quarto ficava no final do corredor, o último de todos.
Parecia que os negócios do hotel estavam realmente bons naquele dia.
Passaram o cartão e entraram.
— Em qual cama você quer dormir? — perguntou Afonso.
Naiara deu uma olhada no ambiente.
— Na de fora. Estou acostumada a dormir perto da janela.
— Certo.
O quarto não era grande, nem se comparava a um hotel cinco estrelas.
As camas eram estreitas e pequenas.
Naiara ficou genuinamente preocupada se Afonso, com seu 1,88m de altura, não se sentiria espremido e desconfortável ali.
O quarto de repente ficou silencioso.
Ambos estavam sentados na beirada de suas respectivas camas, sem dizer uma palavra.
No momento em que seus olhares se cruzaram, os dois sorriram.
— Eu vou sair primeiro para você tomar banho — disse Afonso. — Quando você terminar, eu entro.
Naiara estava pensando em simplesmente tentar dormir e não tomar banho.
Tinha medo de que, se soubesse demais, o peso da culpa em seu coração aumentaria.
Mas precisava admitir uma coisa.
Mesmo tendo sofrido tantos golpes e enfrentado tantas dificuldades naquele dia, e por mais sufocada e angustiada que estivesse, desde o momento em que Afonso apareceu, suas emoções começaram a se estabilizar.
Ele não era apenas sua sorte, mas também o seu porto seguro.
No entanto, Naiara tinha plena consciência de algo.
Ela não podia criar nem um pingo de dependência emocional em Afonso.
Isso seria imoral.
Com a boca seca, Naiara tossiu levemente.
Os olhos de Afonso se abriram de imediato.
Ele se sentou. — Pegou um resfriado?
Naiara ajeitou os cabelos ainda úmidos. — Não, minha garganta está apenas um pouco seca.
Afonso se levantou e serviu um copo d'água.
— Acabou de ferver, cuidado para não se queimar.
Naiara deu um pequeno gole, umedecendo a garganta.
Afonso notou o cabelo molhado dela e franziu levemente a testa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...