Vitória fez bico, chateada com a formalidade.
— Por que continua me chamando de senhorita Vitória? Não pode me chamar só de Vitória?
— Não temos intimidade para isso. — rebateu Afonso, com o tom implacável.
Ela teve que engolir a recusa.
— No meu aniversário, por que não quis ir? Você tinha prometido, como pode quebrar a sua palavra assim?
— Eu disse que faria o possível, não que era uma garantia. A senhorita Vitória deve ter interpretado mal. Além disso, tenho estado muito ocupado ultimamente. Sem tempo a perder.
Vitória pareceu abalada por um segundo, mas logo voltou a sorrir, animada.
— Tudo bem, águas passadas. O fato de você ter me recebido hoje já me deixa muito feliz.
A expressão de Afonso permanecia gélida. Ele falou com indiferença.
— O único motivo pelo qual a recebi foi para deixar as coisas muito claras. É claro que já fiz isso antes, mas parece que a senhorita Vitória tem dificuldade em compreender.
O homem tomou um pequeno gole de chá, cada movimento exalando uma elegância natural. Vitória ficou quase hipnotizada.
— Então, direi de forma definitiva, e espero que preste muita atenção.
— Eu já sei o que vai me dizer, mas eu não ligo! — interrompeu Vitória, impulsiva. — Eu gosto de você, quero ficar com você. É a minha decisão e ninguém vai mudar isso.
Afonso ergueu levemente o olhar.
— Porém, o comportamento da senhorita Vitória já está prejudicando a minha imagem e a da minha empresa. Se continuar insistindo nesse delírio, não terei mais nenhuma consideração por você.
Vitória simplesmente ignorou a advertência, olhando para ele com olhos de adoração.
— Você é o homem mais incrível que eu já vi. Foi amor à primeira vista.
Afonso franziu a testa, desconfortável com a ousadia.
— Senhorita Vitória, tenha modos.
Ela fez ouvidos moucos. Incapaz de se segurar, levantou-se e aproximou-se dele.
— Afonso, eu não sou de se jogar fora. Olhe direito para mim.
Afonso levantou-se na mesma hora, desviando-se.
— Afonso, o que foi?
— Não tenho tempo para ouvir fofocas da sua família. Tenho coisas a fazer. A porta é serventia da casa. — Era uma expulsão direta.
Vitória não gostou nada daquilo.
— Vai me escorraçar tão rápido?
Afonso pegou o celular e discou um número.
— Entre e acompanhe a senhorita Vitória até a saída.
Em instantes, a recepcionista que estivera ali antes entrou na sala.
Vitória estava atordoada.
— Por que você mudou de humor de repente? Eu falei alguma coisa errada?
Afonso ia responder, mas o celular dele tocou. Na tela brilhava o nome: Naiara.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...