Adriana trancou-se no quarto e nem sequer tocou no jantar.
Carlos, acreditando que ela estava com o coração partido, suspirava de pena no meio da sala de estar.
Ao descobrir a verdade, Franciely não parava de repreendê-lo.
— Como você pôde levar a Adriana àquele lugar tão carregado? E se ela trouxer alguma energia ruim para o César? O que vamos fazer?
— É verdade, Carlos. — concordou Karina. — Você perdeu o juízo. Aquele lugar atrai muito mau agouro.
Carlos, sentindo a cabeça rodar com as acusações, rebateu com irritação.
— Quando o meu pai morreu, vocês não foram? Não acharam que era mau agouro naquela época?
Franciely bateu na mesa, furiosa.
— O seu pai era o seu pai, aquela mulher é aquela mulher! São coisas completamente diferentes! Carlos, você está fazendo isso de propósito para me matar de raiva?
Carlos cedeu, baixando o tom.
— Desculpe, avó. Falei sem pensar. Minha cabeça está uma bagunça.
Franciely recolheu um pouco da fúria, mas manteve a postura rígida.
— Se já sabia que daria nisso, por que inventou moda? Como você ousa esconder de todos e pegar uma amostra de sangue do César para fazer um teste de paternidade?! Aquela mulher tem inveja da Adriana e usa isso para causar intriga, e você ainda vai na onda dela!
— Eu só queria calar a boca dela! — justificou-se Carlos.
Franciely deu um sorriso desdenhoso.
— Você não calou a boca dela, e ainda deixou a sua vazar! Agora a Adriana está desolada por causa disso. Quero ver como você vai resolver.
Carlos ia abrir a boca para responder, mas Franciely o interrompeu.
— Não venha bancar o marido apaixonado para a Adriana em um segundo e, no outro, virar as costas com tanta frieza!
Carlos parou, surpreso.
— Como a senhora soube...
— Se não quer que saibam, não faça! — retrucou a matriarca.
Carlos passou a mão pelos cabelos, frustrado.
— Eu nem sei o que deu em mim ontem para...
O olhar escuro de Carlos vacilou. Ele abaixou a cabeça, soprando levemente perto do ouvido dela.
— Se continuar brava, eu vou embora.
Dito isso, fingiu dar as costas.
Adriana o abraçou com força.
— Não vá.
Carlos curvou os lábios em um sorriso e virou-se para ela.
— Parou de manha?
Ela baixou o olhar, com um tom doce e dengoso.
— Eu nunca conseguiria ficar brava com você por muito tempo.
Carlos a puxou para sentar no sofá.
— Jaca fresquinha, acabei de descascar. Não é a sua favorita? Trouxe para você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...