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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 177

— Minha vida ultimamente parece um caos. Um caos que me sufoca — desabafou Carlos.

Naiara pensou consigo mesma: *Você que procurou isso!*

— Suspeito que a avó tenha algo a ver com isso — continuou ele. — Ela quer me pressionar até eu ceder.

Naiara ficou genuinamente surpresa.

A lógica de Carlos era, no mínimo, bizarra. Por mais implacável que a matriarca fosse, ela jamais brincaria com o futuro da própria empresa da família.

Carlos parecia estar falando sozinho.

— Ela me fez escolher. Entre o divórcio e a herança, só posso ficar com um.

Foi então que Naiara decidiu falar.

— E o que você vai escolher?

— Eu não quero me divorciar. Mas parece... que não tenho escolha. Então...

Naiara já estava decidida a ir embora. Sua única preocupação era que, mesmo após concluir seus planos, Carlos ainda ficasse no seu encalço por um tempo.

Agora, tudo ficava mais fácil.

— Eu aceito o divórcio.

Carlos congelou por um segundo.

— A avó nunca vai te dar os cinco bilhões.

Naiara abriu um sorriso sutil e contido.

— Eu abro mão dos cinco bilhões. Quinhentos milhões já são suficientes.

Afinal, com os dados da IA em mãos, ela poderia vender o projeto e se tornar uma bilionária da noite para o dia se quisesse.

Claro que Naiara não venderia. Ela daria tudo de graça para Afonso, como forma de gratidão.

Mas sair da família Lucca de mãos abanando não era do seu feitio. Ela iria tirar algum proveito dessa situação.

Carlos a encarou, fixamente.

— Passei três anos na família Lucca — justificou Naiara, com o tom meticuloso. — Sem emprego, sem vida social. Estou completamente desconectada do mundo. Além disso, depois que eu sair, a família Jasmim não vai me querer de volta. Terei que viver por conta própria. Esse dinheiro é apenas para garantir minha segurança financeira.

De cinco bilhões para quinhentos milhões.

A diferença era absurda.

Carlos não conseguia entender.

— Tudo bem. Vou pedir aos advogados que preparem o acordo. Assim que o César tiver alta do hospital, vamos ao cartório assinar os papéis.

Naiara soltou um suspiro de alívio imperceptível.

— Certo.

O ultimato de Franciely era uma tentação fatal para Carlos.

Entre tantas idas e vindas, Naiara jamais imaginou que a pessoa que ela mais detestava seria, por acidente, a chave para sua liberdade.

Carlos segurou a mão dela e a olhou com uma ternura calculada.

— Naiara, só agora percebo o quanto você é incrível. Fique tranquila. Quando a avó passar tudo para o meu nome, eu venho te buscar de volta. Por enquanto, a gente só faz um teatro na frente dela, fingindo o divórcio.

Naiara forçou um meio sorriso.

— Tudo bem. Mas os quinhentos milhões você tem que me dar. Senão a avó nunca vai acreditar que o divórcio é de verdade.

Carlos concordou prontamente.

— Esse dinheiro eu tenho.

Ele soava tão magnânimo que chegava a dar nojo.

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