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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 171

De fato, pareciam muito felizes.

Mas Afonso sabia muito bem que Isadora não era o tipo de mulher que Fábio preferia.

Naiara desviou o olhar e deu um pequeno gole em seu suco.

A acidez estava na medida certa, com um toque suave de doçura. O sabor era realmente excelente.

— Que suco é este?

— É um mix de frutas espremidas na hora. Pedi especificamente que não adicionassem açúcar, para manter o sabor original e autêntico das frutas.

Naiara sentiu-se tocada.

— Foi muita gentileza sua.

Afonso deu um sorriso sutil.

— Você passou os últimos dois dias no hospital. Como está se sentindo? O corpo está aguentando?

— Estou bem. Não cheguei a virar a noite — respondeu ela, com sua habitual polidez contida.

— O inverno chegou. Vista-se bem para não pegar um resfriado.

— Pode deixar.

Depois disso, os dois mergulharam em um breve silêncio.

Sentindo um leve peso na consciência, Naiara tomou a iniciativa de quebrar o gelo.

— Eu tinha pensado que, assim que entrasse na sua empresa, conseguiria ter acesso a mais informações e levaria todos os documentos comigo. Mas os planos mudaram de repente. Receio não ter mais tempo para fazer isso.

Afonso abriu um sorriso caloroso.

— Contanto que você venha, já está de bom tamanho.

Naiara deu uma risada sem graça.

— Como você consegue ser tão compreensivo?

— Porque, desde o início, o que eu queria era ter você ao meu lado. Qualquer outra coisa seria apenas um bônus. Tendo ou não, para mim não faz diferença.

Ouvindo aquilo, Naiara sentiu que havia algo de muito estranho naquela declaração.

Afonso também percebeu a ambiguidade de suas palavras quase no mesmo instante.

— O que eu quis dizer... Não foi nesse sentido...

Naiara não conteve uma risada leve.

— Quem diria que o grande Sr. Afonso também teria momentos em que as palavras lhe faltariam.

Os dois conversaram casualmente sobre cachorros por mais alguns minutos, até que Naiara foi colocar o papo em dia com os velhos amigos.

Como ninguém ali sabia da gravidez, insistiram para que ela bebesse.

Mas Isadora tomou a frente e bebeu todas as taças no lugar dela. Felizmente, não foi muito, então Isadora não chegou a ficar bêbada.

No meio da noite, Naiara foi ao banheiro.

Ao sair, esbarrou em cheio com uma mulher no corredor.

A mulher apressou-se em pedir desculpas.

— Fique com ele, não vá se resfriar.

— Eu não estou com frio.

— Como não? Você está só com um suéter fino por baixo.

Afonso foi direto:

— Eu tenho uma boa resistência ao frio.

A resposta a fez sorrir.

— Você até que é bem-humorado.

— Se eu fosse muito rígido, os funcionários não gostariam de mim — retrucou ele.

— Aqueles meus velhos amigos não pouparam elogios a você. Disseram que é um excelente chefe. Especialmente a Isadora, ela praticamente te trata como um ídolo.

O motorista finalmente chegou.

Afonso entregou-lhe as chaves do carro.

Os dois sentaram-se no banco de trás.

O ar-condicionado começou a aquecer o ambiente, e o espaço apertado do carro logo se tornou aconchegante, trazendo uma sonolência indesejada.

O carro pegou a via expressa e acelerou.

De repente, Naiara percebeu que aquele caminho, definitivamente, não levava ao Pátio do Luar.

Um pensamento aterrorizante cruzou sua mente em um piscar de olhos...

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