Um comentário bem ao estilo de Isadora.
— Afonso.
Uma voz feminina e suave soou pelo telefone, com um claro sotaque de Porto das Estrelas.
Fábio teve o bom senso de desligar.
— Vou desligar.
Mas Afonso disse:
— Voltarei amanhã.
— Com tanta pressa? — estranhou Fábio. — Descanse um pouco. Não vai acontecer nada por aqui, fique tranquilo.
— O principal motivo é que amanhã tenho uma reunião importante com a nova equipe técnica sobre o desenvolvimento do sistema.
Fábio de repente pensou em algo e deu um sorriso malicioso.
— A Srta. Isadora não foi para a sua empresa? Me faça um favor.
— Diga.
— Faça a vida dela um inferno.
— ... — Afonso ficou sem palavras.
Isabella Âncora entrou no quarto em sua cadeira de rodas.
— Você vai voltar amanhã?
Afonso guardou o celular.
— Sim.
— Tão rápido?
— Tenho assuntos a tratar na empresa.
Isabella estendeu a mão.
— Me ajude um pouco.
Como ela havia ido ao banheiro momentos antes, Afonso achou que seria inapropriado ajudá-la e pediu para o enfermeiro levá-la. Nunca havia existido qualquer contato físico íntimo entre os dois, e Isabella também achava inconveniente, então não pensou muito a respeito.
Porém, naquele momento, ela sentiu, de repente, que a distância entre ela e Afonso parecia ainda maior do que a realidade.
Ela esperava que Afonso a pegasse no colo para colocá-la na cama. Mas, para sua surpresa, ele apenas segurou o braço dela e a ajudou a se transferir para a cama...
Isabella não sabia se ria ou se chorava.
Afonso parou perto da janela e não disse nada.
A vista lá fora era verdejante, como se fosse primavera. Mas lá em Rio Belo, o inverno já havia chegado, e a cidade à beira do rio tornava-se ainda mais gelada ao cair da noite.
Na mente do homem, a silhueta solitária de uma mulher surgiu de repente. Naquele momento, ela devia estar sentada diante das janelas do apartamento no Pátio do Luar, olhando para fora, imersa em pensamentos.
Isabella observava as costas retas e longas do noivo, banhadas pela luz do pôr do sol, como se fossem uma pintura encantadora.
O ferimento no tornozelo dela fora um mero acidente. Mas o fato de aquele homem ter vindo visitá-la era uma surpresa ainda maior.
No entanto, Isabella sabia muito bem que Afonso não viera por vontade própria.
— Afonso, o fato de o patriarca ter mandado você vir me ver te deixou aborrecido?
Afonso despertou de seus pensamentos e virou-se.
— Não. Era minha obrigação vir visitá-la.
— Eu achava que poderia ir para Rio Belo ficar com você daqui a alguns dias, mas pelo visto vou ter que atrasar isso em mais de um mês — lamentou Isabella.
— Não tenha pressa, recupere-se do machucado primeiro.
Isabella hesitou por um momento, e então tentou pedir:
— Você poderia não ir embora amanhã e ficar mais um dia aqui comigo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...