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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 152

Afonso deu um leve sorriso.

— Você não prefere perguntar se eu estou com uma e de olho na outra?

A seriedade de Fábio não durou nem três segundos.

— Ah, isso não. Essa frase tem uma conotação negativa, eu jamais usaria isso com o nosso precioso Afonso.

A conversa mergulhou em um breve silêncio.

— Realmente estou um pouco preocupado com ela. Afinal, ela tem que enfrentar muitas pessoas e situações sozinha.

— Você gosta dela? — perguntou Fábio.

— Eu já fui sincero com você. No passado, eu realmente gostei.

— E agora?

— Sinto afeto, mas mantenho o respeito.

Fábio sorriu.

— Foi mais ou menos a resposta que eu imaginei.

Essa era, provavelmente, a sintonia que só grandes amigos possuíam.

— Se, e eu digo apenas se... — Fábio falou, num tom que misturava brincadeira com seriedade. — Se ela se divorciar, eu posso tentar conquistá-la?

Afonso não hesitou nem por um segundo.

— Você é livre para fazer isso.

— Não se importa nem um pouco?

— Mesmo que não fosse você, seria outra pessoa. Eu preferiria que fosse você; pelo menos, acredito que você não a machucaria.

— E quanto a você?

— Eu tenho minhas responsabilidades — respondeu Afonso.

— Aquele noivado foi só para que o patriarca partisse em paz. Já que não se amam, por que se prender a essa responsabilidade? Seria melhor terminarem as coisas de forma amigável.

A voz de Afonso permaneceu impassível.

— Você realmente não pegou leve. Fiquei sabendo que aquele lote de mercadorias para exportação vale quatrocentos milhões. Se não conseguirem entregar no prazo, o prejuízo será catastrófico. A transportadora responsável por essa carga vai se dar muito mal.

E o grupo de logística responsável pelo transporte daquele lote era justamente o Grupo Fontana, de Wilson.

Naquele exato momento, a carga estava retida no porto de Porto das Estrelas sob várias justificativas, como "documentação incompleta" e "mercadoria sensível". Diziam que a multa por quebra de contrato da carga transportada por Wilson era dez vezes o valor da mercadoria. Quatro bilhões.

Para o Grupo Fontana, poderia não ser um número astronômico. Mas para Wilson, um avarento notório, era o suficiente para fazê-lo espumar de raiva até cuspir sangue.

Só de imaginar Wilson perdendo a cabeça de fúria naquele momento, Fábio tinha vontade de rir.

Afonso soou um pouco culpado.

— O único problema é que, agindo assim, o Wilson vai passar a te ver como um inimigo.

Como Fábio havia defendido Naiara publicamente naquele dia, Wilson naturalmente associaria o bloqueio das mercadorias a ele.

Mas Fábio não se importava nem um pouco.

— É melhor que ele me veja como inimigo. Se ele me visse como um pai, eu não teria coragem de assumir um filho como ele. Seria uma vergonha muito grande.

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