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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 113

Naiara seguiu os passos apressados de Carlos até o quarto onde ocorreu o incidente.

Ao deparar-se com o estado de Vitória, Naiara paralisou por alguns segundos.

Vitória havia sido espancada até desmaiar.

E como vestia apenas o fino vestido de gala, ficou atirada no chão de mármore gelado por muito tempo.

O cômodo estava sem aquecimento e os lábios da garota exibiam uma palidez cadavérica.

O mais bizarro, no entanto, era que as duas bochechas estavam grotescamente vermelhas e inchadas.

Naiara lembrava-se com extrema nitidez: ela, de fato, tinha dado um tapa bem dado na cara de Vitória, mas a marca ficou em apenas um lado do rosto.

E além disso, apenas a havia trancado no quarto. Como ela terminou naquele estado deplorável?

E Naiara tinha certeza de um detalhe.

Vitória era burra demais para arquitetar um plano de autoflagelação apenas para incriminá-la.

A garota se atirou nos braços de Carlos, soluçando compulsivamente e perdendo o fôlego.

Apesar de Carlos repreender a irmã com frequência, no fundo, seu orgulho patriarcal ditava que ele deveria protegê-la.

Naquele instante, a fúria dominava seu semblante.

Logo, o gerente do Pavilhão Imperial chegou correndo e ofegante.

Ao testemunhar a cena, sentiu o sangue gelar.

Afinal, um membro da família Lucca havia sido ferido em suas dependências; eles não escapariam ilesos.

O gerente ordenou de imediato que as câmeras de segurança fossem verificadas.

Para surpresa geral, as filmagens do exato momento do confronto entre Vitória e Naiara, até a agressão misteriosa, haviam simplesmente desaparecido.

Ou seja, alguém adulterou o sistema de segurança.

E ainda assim, as câmeras em si não estavam fisicamente quebradas.

Na mente analítica de Naiara, a primeira hipótese já se desenhava com clareza.

Sob a sua perspectiva técnica de hacker de elite, a verdade era cristalina: um profissional invadiu a rede do hotel e apagou os arquivos específicos daquela janela de tempo.

Quem poderia ter sido?

Se o objetivo dessa pessoa fosse incriminá-la, ela não teria apagado o trecho em que Naiara trancou Vitória no quarto.

Naiara não conseguia chegar a uma conclusão.

Com os olhos vermelhos de tanto chorar, Vitória fuzilou Naiara com um olhar venenoso.

— Foi você! Eu sei que foi você!

— Vitória, pare com os delírios. A sua cunhada esteve ao meu lado o tempo inteiro. Como ela poderia ter espancado você? — repreendeu Carlos.

— Foi ela! — berrou Vitória, rangendo os dentes de ódio. — Ela me trancou naquele quarto! Ela pode ter ficado ao seu lado, mas isso não a impede de ter contratado um capanga para me bater!

Carlos ficou atônito por alguns segundos.

— O que você acabou de dizer?

Os ferimentos faciais não impediram Vitória de berrar a plenos pulmões.

— Ela me bateu primeiro! E então me trancou! Eu implorei, supliquei, e ela se recusou a abrir! E depois, alguém invadiu e me espancou até desmaiar. E agora eu estou destruída!

Carlos olhou para a esposa, incrédulo.

— Vitória, o que está insinuando não é brincadeira. Não diga absurdos.

A garota apontou o dedo trêmulo bem no rosto de Naiara.

— Você tem coragem de assumir a verdade?! Você não se acha tão superior, tão intocável?! Mulheres da sua laia são arrogantes demais para mentir numa hora dessas, não são?!

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